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Cuiabá sedia o XV Encontro Nacional de Arbitragem e Mediação nos dias 23 e 24

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“As Boas Práticas de Arbitragem, Dispute Board e Mediação no Agronegócio” é o tema central do XV Encontro Nacional de Arbitragem e Mediação, que será realizado em Cuiabá nos dias 23 e 24 de novembro. O objetivo é fomentar e fortalecer a cultura dos meios privados de solução de controvérsias e debater temas práticos do dia a dia dos MESCs (Mecanismos Extrajudiciais de Solução de Controvérsias) com operadores especialistas de todo o país. O evento é realizado pelo Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem (Conima) e tem o apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Onze estados estarão representados durante os painéis e workshop do evento. As inscrições podem ser feitas CLICANDO AQUI . Neste mesmo endereço estão mais informações sobre os painelistas e debatedores.
 
Os associados/integrantes dos apoiadores institucionais são beneficiados com descontos especiais na categoria “Apoiadores”.
 
Mais informações podem ser obtidas no telefone (11) 94321-7122 (WhatsApp) ou pelo e-mail [email protected]
 
PROGRAMAÇÃO
 
Dia 23/11/2023
 
– 9h às 12h – V Conferência das IMAs – Evento exclusivo para as IMAs associadas
 
Temário
 
1. Resumo da I, II, III e IV Conferência
 
2. Publicação de Sentenças Arbitrais
 
3. Tabela de honorários dos Comitês de Dispute Board – Recomendação do DRBF
 
– 14h às 17h – Workshop: Constituição de Câmaras de Arbitragem e Mediação.
 
Dia 24/11/2023
 
8h45 – Cerimônia de Abertura
 
9h – Palestra Magna – “As boas práticas da Arbitragem, Dispute Boards e Mediação nas relações do Agronegócio”
 
Presidente da Mesa: Soraya Nunes – presidente da Conima
 
Palestrante: Fernando Cadore – presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja)
 
10h30 às 12h – Painel 1 – Arbitragem, Dispute Boards e Mediação aplicados “antes da porteira”, insumos (máquinas, defensivos químicos, fertilizantes, sementes, frota, etc)
 
Painelistas: Ana Paula Andrade, Jacqueline Nascimento e Marcos Reis
 
Moderadora: Lilian Bertolani
 
Debatedores: Pedro Soares e Rafaela Souza Haddad
 
13h30 às 15h – Painel 2 – Arbitragem, Dispute Boards e Mediação aplicados “dentro da porteira” produção – plantio, manejo, colheita, beneficiamento, manutenção de máquinas, armazenamento dos insumos, descarte de embalagens de agrotóxicos e mão de obra.
 
Painelistas: Fabiola Sampaio, Jéssica Andresa da Silva Medeiros e Ricardo Ranzolin
 
Moderadora: Fernanda Levy
 
Debatedores: Ussiel Tavares e Rodrigo Bressane
 
15h30 às 17h – Painel 3 – Arbitragem, Dispute Boards e Mediação aplicados “depois da porteira” à armazenagem e distribuição, incluindo logística.
 
Painelistas: Aline Paulino, Carla Sahium e Francisco Godoy Bueno
 
Moderador: João Victor de Oliveira
 
Debatedores: Elias Murabak Junior
 
17h – Encerramento
 
#Paratodosverem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: A imagem mostra a arte do evento, uma paisagem com um campo aberto de plantação e o céu em tom amarelo do entardecer. No canto superior esquerdo está a logo do Conima, no canto superior direito lê-se 23 e 24 de novembro de 2023 – Cuiabá-MT. Ao centro está escrito XV Encontro Nacional de Arbitragem e Mediação – As boas práticas de arbitragem, dispute board e mediação no agronegócio.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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