Tribunal de Justiça de MT

Dedicação e esperança marcam terceiro dia da prova oral para juiz substituto do TJMT

Publicado em

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou nesta quinta-feira (30) o terceiro dia de prova oral do concurso público para juiz substituto. As provas ocorrem na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em Cuiabá, com acesso aberto ao público e transmissão ao vivo pelo canal do TJMT no YouTube.
Durante as arguições desta manhã, mais nove concorrentes foram avaliados pela banca composta pela presidente da Comissão do Concurso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, pelo procurador de Justiça Antônio Sérgio Cordeiro Piedade, representante do Ministério Público, e pela advogada Fernanda Brandão Cançado, que representou a OAB-MT.
O certame, que teve início com 1.880 inscritos, reúne agora 76 candidatos nesta etapa. Cada participante tem cerca de 20 minutos para responder a questionamentos sobre temas sorteados 24 horas antes, abrangendo disciplinas como Direito Constitucional, Civil, Penal, Ambiental, do Consumidor, além de Ética, Filosofia e Sociologia do Direito.
Entre os participantes desta manhã esteve o candidato Felipe Barthon Lopez, do Rio de Janeiro, servidor do Ministério Público desde 2008. Ele destacou a motivação em concorrer a uma vaga na magistratura mato-grossense pela modernidade e visão de futuro do Judiciário estadual.
“Estou muito motivado de estar prestando concurso para o Tribunal de Mato Grosso em razão de ser um tribunal que investe em tecnologia e tem uma visão de futuro. A preparação para este concurso foi um período de muita dedicação e esforço, e os familiares e amigos foram muito compreensivos”, afirmou.
A advogada trabalhista Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers, natural de Vitória (ES), também participou da etapa desta manhã. Ela ressaltou a importância e a emoção de chegar até a fase oral, após anos de preparação.
“É uma etapa cansativa, exige muita dedicação aos estudos, são horas e horas de preparo, mas não tem como mensurar a alegria de estar aqui neste momento. Chegar em uma prova oral da magistratura, um cargo tão bonito e importante para a sociedade, é muito gratificante. Apesar da concorrência e das dificuldades, estou muito feliz de estar aqui”, contou.
Candidatos destacam acolhimento e ascensão do TJMT
No período da tarde, outros dez candidatos passaram pela arguição perante a banca examinadora. Um dos avaliados foi Matheus Moraes Kavalco, que veio de Curitiba para participar do concurso promovido pelo TJMT. Há pelo menos quatro anos ele se prepara para o certame e, após a conclusão da etapa de avaliação oral, ele apontou que o sentimento é de otimismo com o resultado.
“O nervosismo faz parte da prova, mas agora ficamos na torcida que tudo dê certo. A gente sabe que é uma etapa difícil, mas temos que saber também abraçar isso e fazer acontecer. Temos colegas muito bem gabaritados que estão nesse processo e fico na torcida por eles também. A prova foi muito bem organizada, com uma comissão muito técnica e principalmente acolhedora”, disse Matheus.
Outro candidato que participou da prova oral na tarde desta quinta-feira foi o técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Paraná, Nelson Luiz Pereira Junior. O candidato destacou a alegria por ter conseguido chegar nesse momento, após mais de cinco anos de preparação. Segundo ele, desde que chegou em Cuiabá para a realização da avaliação tem sido muito bem acolhido pela bancada, servidores e assessores.
“São vários anos de luta. Já tentei outros cargos de nível de analista de judiciário, mas desta vez decidi me entregar totalmente para a magistratura. Então, quando chega esse momento, é fundamental que ele seja humanizado, haja vista a entrega e luta de cada candidato. Muitos abrem mão de momentos de convívio com família e amigos para buscar esse sonho”, argumentou Nelson.
O técnico judiciário afirmou ainda que o cuidado com o servidor foi um dos pontos que o fizeram buscar a vaga no Judiciário de Mato Grosso. “O TJMT está em ampla ascensão e somado a isso há um cuidado com o bem-estar e assessoramento do servidor. A gente verifica no site, por exemplo, que o Tribunal tem um compromisso amplo com todo o conjunto de servidores e magistrados. Vejo muitas notícias boas e isso nos faz ter as melhores expectativas”, completou.
Confira também:

Autor: Flávia Borges/Bruno Vicente

Leia Também:  Juizado Ambiental da Comarca de Rondonópolis promove 1ª Simpósio das Águas

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Published

on

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Semana da Conciliação: oficina de parentalidade aborda papel de adultos na vida de crianças

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Juizado Ambiental da Comarca de Rondonópolis promove 1ª Simpósio das Águas

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA