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Divórcio consensual é formalizado com rapidez e sem conflitos durante Expedição Araguaia-Xingu

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Em meio aos serviços de documentação, atendimentos de saúde e ações de cidadania que movimentam a segunda etapa da 7ª Expedição Araguaia-Xingu, uma história chamou atenção pela simplicidade, serenidade e pelo resultado concreto entregue em poucas horas: um divórcio consensual formalizado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).

O casal Marcos Ferreira da Costa, 53 anos, e Irene Alves Neto, 55 anos, moradores da Agrovila de Jacaré Valente, em Confresa (1.027km de Cuiabá), aguardava desde agosto a oportunidade de oficializar a separação. Eles já estavam vivendo em casas diferentes, haviam conversado sobre todos os pontos do término do casamento e tinham um acordo pronto, mas faltava o procedimento judicial.

Sem condições de viajar até a comarca mais próxima, em Porto Alegre do Norte, devido à distância e às dificuldades financeiras, decidiram esperar. A chance apareceu quando uma agente comunitária de saúde comentou sobre a chegada da Expedição. “Ela falou para nós: ‘Dá para resolver muita coisa, aproveita’. Aí decidimos vir”, contou Irene.

O relacionamento durou 12 anos, sendo três de união antes do casamento oficial, realizado em 2016. Ambos tinham filhos de relacionamentos anteriores e, por isso, não havia pendências relacionadas a guarda ou pensão. A separação, segundo eles, foi tranquila e decidida em diálogo. “Nós sentamos, conversamos e combinamos tudo. Já estávamos seguindo nossas vidas. Só faltava resolver no papel”, disse Marcos.

Atendimento rápido, gratuito e sem conflitoNa unidade do Cejusc montada dentro da escola municipal da Agrovila, a gestora Lígia de Oliveira Ribeiro, da unidade de Porto Alegre do Norte, conduziu a audiência. Ela explica que o casal chegou decidido e preparado. “Eles chegaram resolvidos. Fiz a abertura da mediação, expliquei o procedimento, e cada um teve seu momento de falar. Foi uma conversa tranquila, respeitosa. Em poucos minutos já havia consenso sobre todos os termos”, relatou.

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Após o entendimento, todos os passos seguiram imediatamente: registro no sistema, elaboração do termo de audiência, assinatura das partes e da mediadora e preparação da sentença para homologação pelo juiz. “A sentença sai daqui mesmo. O documento é encaminhado ao cartório para averbação no registro civil”, completou Lígia.

Para o casal, além da facilidade do procedimento, houve economia de tempo e de dinheiro. “Facilitou demais. Lá na cidade é longe e nem sempre a gente sabe o que precisa levar. Aqui foi rápido e de graça”, afirmou Marcos, que está sem trabalho fixo como pedreiro na região.

O juiz coordenador da iniciativa, José Antônio Bezerra Filho, explica que o objetivo da Expedição é justamente levar acesso à Justiça a quem tem dificuldade de deslocamento. “O Cejusc mostra que é possível resolver conflitos de forma pacífica, com diálogo. Quando a separação é consensual, tudo é mais rápido, menos doloroso e mais humano”, destacou o magistrado.

Mais serviços Não houve só divórcio no atendimento do Cejusc. O produtor rural Luiz Moreira da Silva, 69 anos, buscava apenas a segunda via da identidade, mas descobriu que seria necessário atualizar antes a certidão de casamento. O pedido foi aberto no próprio local. “Vim trocar a identidade. A certidão não passou. Agora sei onde pedir e que dá para resolver”, afirmou.

A agricultora Luciana Rodrigues, 64 anos, também aproveitou a passagem da expedição para renovar a certidão de casamento, atualizar a identidade e solicitar a carteirinha do idoso. Ela conta que, cuidando dos netos e distante da área urbana, o acesso aos serviços é difícil. “Se não fosse aqui, eu teria que ir até Porto Alegre do Norte, que fica mais de 150 quilômetros daqui, só para resolver isso. Aqui foi rapidinho”, disse. “Muito bom a Justiça tão pertinho da gente”, afirmou.

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Parceiros A ação é liderada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e executada por uma força-tarefa que reúne o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e o Juizado Volante Ambiental (Juvam).

Para sair do papel, a expedição conta com uma grande articulação interinstitucional. Integram essa rede: Defensoria Pública, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Ministério Público de Mato Grosso, Politec, Justiça Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Judiciária Civil (PJC), Companhia de Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Saúde (SES), Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Somam esforços ainda a Receita Federal, Caixa Econômica Federal, INSS, Assembleia Legislativa, Exército Brasileiro e as prefeituras dos municípios atendidos, além do apoio de instituições parceiras da iniciativa privada, como Aprosoja, Energisa, Paiaguás Incorporadora e Bom Futuro.

Acesse mais fotos da Expedição no Flickr do TJMT

Autor: Talita Ormond

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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