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Em Água Boa: TJMT reforça importância do enfrentamento à violência contra a mulher

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O juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Cuiabá, ministrou a palestra “Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher: Organismos de Política para as Mulheres” às equipes da rede socioassistencial de Água Boa (631 km de Cuiabá) e municípios vizinhos na sexta-feira (27 de setembro).
 
A iniciativa integra o projeto Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, do Governo do Estado, e que visa fortalecer as políticas públicas e o combate à violência contra as mulheres por meio de diversas ações nos municípios mato-grossenses. O evento reúne representantes de diversas áreas, como o Ministério Público, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, entre outros órgãos de assistência social e saúde. Juntos, autoridades e profissionais discutiram formas de articulação para melhor amparar mulheres em situação de violência.
 
Durante a manhã, o juiz Marcos Terêncio contribuiu como facilitador nas discussões, quando foram abordadas estratégias conjuntas para o fortalecimento do combate à violência de gênero. “Além da capacitação de servidores de todos os municípios que aderiram ao termo, o evento proporcionou uma grande troca de experiências e boas práticas, fortalecendo a rede de enfrentamento à violência doméstica. As palestras tiveram adesão e participação importante de representantes de todos os municípios envolvidos”, apontou o juiz.
 
O magistrado também prestigiou da solenidade que marcou a celebração do termo de adesão à implantação do Programa Ser Família Mulher na esfera municipal. Participaram da iniciativa, além da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho, representantes das secretarias municipais de Assistência Social e, em alguns casos, primeiras-damas das cidades de: Água Boa, Bom Jesus do Araguaia, Campinápolis, Canarana, Cocalinho, Nova Nazaré, Nova Xavantina, Querência, Ribeirão Cascalheira e Serra Nova Dourada.
 
No período da tarde, a programação seguiu com atividades simultâneas, como a capacitação de conselheiros (as) municipais sobre a importância do controle social, além do atendimento às mulheres da comunidade por meio da van Ser Família Mulher, iniciativa que visa proporcionar suporte imediato às mulheres, além de promover conscientização sobre seus direitos e serviços disponíveis para auxiliá-las.
 
Talita Ormond
Núcleo de Comunicação Interna
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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