Tribunal de Justiça de MT

Esforço concentrado: painel registra 472 sentenças na Semana Justiça pela Paz em Casa

Publicado em

Durante a 30ª Semana da Campanha Justiça pela Paz em Casa, realizada entre os dias 18 e 22 de agosto de 2025, foram realizadas 318 audiências e analisados 431 pedidos de medidas protetivas, além da prolação de 472 sentenças em processos de violência doméstica no Poder Judiciário de Mato Grosso. Os números, registrados nos cinco dias da Semana, são do Painel de Monitoramento desenvolvido pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), da Corregedoria-Geral da Justiça, registrou.

Entre os julgados, destacam-se nove sentenças em processos de réus acusados de feminicídio, quatro pronúncias em feminicídio e a realização de cinco sessões do Tribunal do Júri.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, lembrou que a mobilização é essencial par ao combate à violência de gênero. “A Semana da Justiça pela Paz em Casa é um momento de unir esforços para fortalecer o combate à violência contra a mulher. Nosso objetivo é garantir mais agilidade nos julgamentos e ampliar as ações em parceria com a Rede de Proteção, para que possamos oferecer respostas rápidas e efetivas às vítimas.”

Leia Também:  Estagiários: onde o aprendizado encontra propósito no Judiciário

Já a juíza auxiliar da Corregedoria, Anna Paula Gomes de Freitas, afirma que o resultado desses cinco dias de concentração reforça o compromisso do Judiciário mato-grossense no combate à violência contra a mulher. “A utilização do painel de monitoramento trouxe mais agilidade e precisão na coleta de dados, permitindo um acompanhamento em tempo real da produtividade das unidades. Esses resultados demonstram a efetividade da mobilização do Judiciário e o empenho de magistrados e servidores em garantir resposta rápida às mulheres em situação de violência”, destacou.

Painel de Monitoramento – Nesta 30ª edição, o judiciário mato-grossense inovou ao substituir os formulários tradicionais por um sistema automático de acompanhamento em tempo real, que permite maior precisão na coleta e análise de dados. A ferramenta foi desenvolvida pelo (Dapi) e pelo Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), ambos vinculados à Corregedoria-Geral da Justiça, com base no Glossário atualizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Semana Justiça pela Paz em Casa – O programa, coordenado pelo CNJ, tem como objetivo agilizar o julgamento dos processos relativos à violência doméstica contra a mulher. A mobilização nacional ocorre três vezes ao ano sempre em março, agosto e novembro, marcando, respectivamente, o Dia Internacional da Mulher, o aniversário da sanção da Lei Maria da Penha (11.340/2006) e o Dia Internacional para eliminação da violência contra a mulher.

Leia Também:  Cooperação - Esmagis realiza curso em parceria com Ministério da Justiça na próxima semana

Em Mato Grosso, a abertura oficial da 30ª Edição foi feita pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira e pela coordenadora da Cemulher (Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar), desembargadora Maria Erotides Kneip, na sede do Poder Judiciário e contou com palestra da juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Teresa Cristina Santana, sobre a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica.

Na ocasião também foi lançada a segunda versão do guia prático, que orienta servidores e profissionais responsáveis pelo atendimento a mulheres em situação de violência doméstica, reforçando a importância da capacitação e da integração da rede de proteção.

Leia mais sobre o assunto:

Semanada Justiça Pela Paz em Casa inicia com palestra e lançamento de guia da Rede de Enfrentamento

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Canal e registro garantem sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

Published

on

Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Possíveis casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação ocorridos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso devem ser informados e são apurados por uma das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, que tem como premissa básica de sua atuação o acolhimento e o apoio à vítima.

O respeito integral à pessoa noticiante começa com o acatamento da sua vontade quanto a quaisquer encaminhamentos ou decisões. E tudo tramita de modo seguro e confidencial, por meio de escuta humanizada e ética, com o compromisso de manutenção do sigilo dos dados das vítimas e das informações por elas apresentadas. Essa conduta visa minimizar os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho.

A Instrução Normativa TJMT/PRES n. 4/2024 do TJMT, que regulamenta o processo de trabalho da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, garante que a escuta e o acompanhamento da pessoa que noticia caso de assédio ou discriminação observem métodos e técnicas profissionais, propiciando atenção humanizada e centrada na necessidade da pessoa noticiante, respeitando seu tempo de reflexão e decisão e fortalecendo sua integridade psíquica, autonomia e liberdade de escolha.

Leia Também:  Estagiários: onde o aprendizado encontra propósito no Judiciário

O serviço de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação é prestado à pessoa que queira recebê-lo, independentemente se decidiu formalizar ou não a notícia do caso para as providencias cabíveis, ou seja, nada é feito sem o consentimento da vítima.

Vale destacar que a Resolução CNJ n. 351/2020 proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizada na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

Saiba mais sobre o assédio moral, assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho no Guia de Combate ao Assédio, também disponível na página da Comissão, no portal do TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA