Tribunal de Justiça de MT

Fest Labs: ações de inovação do TJMT são destaques em evento com tribunais de todo o Brasil

Publicado em

Os ganhos institucionais e individuais a partir da execução do 1º Fest Labs Centro-Oeste, sediado em Cuiabá em junho deste ano, foram destaques no 5º Fest Labs Nacional. Realizado em Belém (PA), o evento reuniu laboratórios de inovação de tribunais de todas as regiões do Brasil. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi representado pela equipe no InovaJusMT – Laboratório de Inovação.
A comitiva mato-grossense foi composta pelo juiz Vinicius Galhardo, do Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais, e pelos servidores Thomás Caetano e Janaína Taques, todos membros do laboratório do TJMT. Na parte institucional, foram apresentados pontos como o fortalecimento da cultura da inovação, integração dos laboratórios à gestão estratégica e o desenvolvimento de soluções com potencial alcance nacional.
As melhorias individuais também foram significativas com a capacitação prática de magistrados e servidores no uso da Inteligência Artificial (IA) e valorização da participação de todos os colaboradores na transformação da Justiça. Os ganhos são resultados de uma metodologia conhecida como Design Thinking que, de forma lúdica e gamificada, estimulou a colaboração e criação coletiva de soluções para inovação no Judiciário.
“A apresentação desses resultados em Belém, com a presença de representantes de todo o país, transforma o evento em algo além de encontros técnicos. São experiências que promovem uma mudança institucional e demonstram que a inovação judicial se constrói com método, participação e estratégia. Nesse cenário, a inteligência artificial é uma aliada fundamental para o futuro da Justiça”, relata o juiz Vinicius Galhardo.
Em junho deste ano, o TJMT sediou a 1ª edição do Fest Labs Centro-Oeste, que teve como tema “Conectando laboratórios, transformando a Justiça”. Organizado pelo InovaJusMT, o evento reuniu mais de 100 magistrados e servidores dos tribunais estaduais e federais de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Os encontros dos Fest Labs são palcos para troca de experiências e metodologias aplicadas no sistema judiciário.
“O TJMT está investindo cada vez mais em inovação por acreditar nos impactos positivos que serão sentidos dentro do Judiciário. Em Belém, destacamos a realização das Oficinas de Engenharia de Prompt, que exploraram o uso de IA na resolução de desafios reais do Judiciário. Todas as iniciativas foram avaliadas com base em critérios como relevância, originalidade, impacto, uso racional de recursos e alinhamento estratégico”, completa Thomás.
O Fest Lab é um evento de inovação, criatividade e tecnologia que conecta pessoas e impulsiona ideias transformadoras. Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Fest Lab oferece palestras, workshops, oficinas, desafios criativos e gamificação, criando um ambiente único para experimentação e troca de conhecimento. Cada edição do festival traz tendências, debates e experiências imersivas, tornando-se um verdadeiro laboratório para a inovação.

Autor: Bruno Vicente

Leia Também:  Programa Nosso Judiciário promove integração da justiça com a comunidade

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Justiça nega apreensão de passaporte e suspensão de CNH por dívida de 30 anos

Published

on

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Uma cobrança milionária iniciada em 1995 levou um banco a pedir medidas como apreensão de passaporte, suspensão da CNH e bloqueio de cartões dos devedores.

  • Apenas o bloqueio dos cartões de crédito foi mantido, enquanto as demais medidas foram consideradas excessivas.

Uma cobrança iniciada há mais de 30 anos levou uma instituição financeira a pedir medidas incomuns para tentar receber a dívida, como apreensão de passaporte, suspensão da CNH, bloqueio de cartões de crédito e inclusão do nome dos devedores em cadastros de inadimplentes.

O caso, julgado pela Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, envolve uma execução movida desde 1995 contra uma empresa de materiais elétricos e seus sócios, após sucessivas tentativas frustradas de localizar bens para penhora.

Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas manteve o entendimento de que algumas medidas extrapolavam os limites da proporcionalidade e não teriam utilidade prática para garantir o pagamento da dívida. A magistrada destacou que a suspensão da CNH e a apreensão de passaporte não podem ser aplicadas apenas como forma de punição ao devedor.

Segundo a decisão, embora o Código de Processo Civil permita medidas executivas atípicas, elas só podem ser adotadas quando houver demonstração concreta de que serão eficazes para satisfação do crédito e sem violar direitos fundamentais. No caso, o banco alegou que os executados mantinham padrão de vida luxuoso e estariam ocultando patrimônio, mas o entendimento foi de que a ausência de bens localizados, por si só, não comprova fraude.

A relatora também afastou o pedido de negativação dos nomes dos executados em órgãos de proteção ao crédito. Isso porque a dívida tem mais de 20 anos, ultrapassando o limite de cinco anos previsto na Súmula 323 do Superior Tribunal de Justiça para manutenção de registros negativos.

Por outro lado, foi mantido o bloqueio de cartões de crédito dos executados. A medida foi considerada adequada e proporcional por funcionar como forma indireta de restringir o consumo e estimular o pagamento da dívida, sem impor restrição excessiva a direitos fundamentais.

A decisão também levou em consideração entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça, firmado no Tema 1137, que autorizou a adoção de medidas executivas atípicas desde que observados critérios como proporcionalidade, razoabilidade, fundamentação adequada e utilização subsidiária, após o esgotamento dos meios tradicionais de cobrança.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Programa Nosso Judiciário promove integração da justiça com a comunidade
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA