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Fórum de Várzea Grande promove atividades de valorização e lazer na Semana da Mulher

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Para encerrar a Semana da Mulher, a Comarca de Várzea Grande realizou na sexta-feira (10 de março), a 1ª Corrida e Caminhada da Mulher. A largada foi dada um frente ao Fórum de Várzea Grande, e reuniu mais de 100 mulheres, entre servidoras, magistradas, terceirizadas, credenciadas e estagiárias participaram das provas. As participantes puderam optar em cumprir os 5km da prova, no formato corrida ou caminhada.
 
 
Uma série de atividades em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, foram incentivadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, no intuito de promover a confraternização entre as servidoras, e a troca de experiencias no enfrentamento das mais diversas formas de violência doméstica e familiar.
 
Para a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Christiane da Costa Marques Neves, uma das organizadoras da corrida, o momento é tomado pelo debate incansável acerca da proteção da mulher, e pela oportunidade da troca social, da confraternização e dos cuidados com a saúde física e emocional dessas mulheres.
 
“O Judiciário teve uma semana totalmente dedicada às mulheres, que não podem esquecer de sua força e do potencial de seus valores perante a sociedade. Apesar dos avanços, ainda são dias de enfrentamento, cabendo a todos, a reflexão sobre o papel ocupado pelas mulheres na transformação da sociedade, e o caminho que ainda temos a percorrer”, refletiu.
 
Na quinta-feira (09 de março), a juíza da Terceira Vara Especializada de Família e Sucessões, Jaqueline Cherulli realizou a palestra “Olhando para o Feminino”.
 
Uma rotina de trabalho intensa, e a necessidade de cuidados cada vez maiores com a família, têm levado mulheres a negligenciar sinais evidentes de cansaço físico e exaustão emocional. Mecanismos para o combate à violência doméstica e o enfrentamento ao feminicídio também estiveram no centro das discussões promovidas pelo Poder Judiciário.
 
Pensando no acolhimento dessas mulheres, a juíza Jaqueline Cherulli encontrou durante a palestra, a oportunidade de proporcionar às servidoras um momento para a troca de experiências e motivação pessoal.
 
“Hoje, foi um momento de afago às mulheres da nossa comarca, onde tivemos a oportunidade de nos reencontrarmos com a nossa essência, e o nosso eu feminino. Nós mulheres somos fortes, e faz parte da nossa força, reconhecermos os nossos limites. Tivemos aqui a oportunidade de trocar experiências, e compreender que precisamos de um momento para cuidar do nosso feminino, lembrando sempre da nossa ancestralidade que nos trouxe até aqui. Foi um momento de comunhão entre diferentes potências femininas, harmonizadas entre si”, comemorou.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: Foto1 – Foto colorida das servidoras agrupadas no momento da largada. Foto 2 – Foto colorida da juíza Christiane da Costa Marques, vestida com a camiseta verde promocional do evento. Foto3 – Foto colorida da juíza Jaqueline Cherulli durante entrevista a TV JUS. Ela veste camisa vermelha.
 
 
Naiara Martins/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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