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Gincana do conhecimento movimenta 1º Grau do PJMT

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A Primeira Gincana do Conhecimento movimentou servidores do Primeiro Grau do Judiciário de Mato Grosso. O Game Jud foi composto por 45 perguntas com três alternativas, sendo apenas um a correta. O jogo foi eletrônico. Os participantes acessaram o link, se inscreveram e puderam medir o conhecimento sobre questões elaboradas via Plantão Tira –Dúvidas, Sistema Omni, Metas, entre outros temas ligados ao Judiciário. A Gincana foi promovida pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), ligado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ/TJMT).
 
Cerca de 100 servidores do Primeiro Grau participaram da gincana. Uma prova de agilidade e sabedoria. Uma forma de solidificar e despertar o interesse dos servidores que atuam diretamente nos sistemas. Enquanto os participantes respondiam as perguntas, um cronômetro mostrava o tempo na regressiva e uma música agitada cuidava da animação do jogo. O resultado foi imediato. Os vencedores tiveram a mesma pontuação, 43 das 45 perguntas foram respondidas de maneira correta, o critério de desempate foi o tempo que cada um levou para chegar ao resultado. Kamilla Matsui Freitas, primeira colocada e Laryssa Leite, segunda colocada, são analistas judiciárias da CPE e Wilian Charly Oliveira, gestor da Vara Especializada de Família e Sucessões de Sinop, completou o pódio.
 
“É nosso serviço aqui na CPE. Trabalhamos em várias áreas. Não esperava ganhar, a premiação foi maravilhosa”, disse a primeira colocada, Kamila. “Tem algumas perguntas que são do nosso dia a dia e participamos de todos os plantões Tira-Dúvidas. Então gostamos muito dessa parte. Agora é gastar o prêmio. Quem não ganhou, que não desista”, falou Larissa, segunda colocada. “Estudei a história do Poder Judiciário e isso me ajudou muito. Já estou animado para o próximo Game Jud“, considerou Wilian, que liderou a disputa por um bom tempo.
 
Um pouco antes do jogo todos prestigiaram a palestrante, treinadora e coach, Meire Dias Falcão, ela falou sobre mudança. “Esta é a única certeza que temos. Tudo muda. Precisamos dominar habilidade, conhecimento, sistemas, nos utilizarmos daquilo que temos de melhor. É normal sentirmos medo das mudanças. Quando não protagonizamos as mudanças, tornarmos reféns e acabamos engolidos”, destacou a palestrante. Ela ressaltou a criação da plataforma de game criada para absorção de conhecimento com diversão e trouxe uma citação de Thomas Fuller: “O conhecimento é um tesouro, mas a prática é a chave para alcançá-lo”.
 
“Confesso que estou bastante emocionada por este momento. Pensamos muito em como fazer para criar algo que pudesse ser bom para todos, que fosse atrativo. Pretendemos expandir essa forma e interagir mais com a 1ª Instância. Hoje é uma homenagem a estes servidores. Eu tenho honra em participar e de ser servidora pública. Por isso eu participo de todas as atividades que fazem os servidores crescerem. A função da Gincana do Conhecimento é estimular a pesquisa e o consumo dos conteúdos que são disponibilizados no site da Corregedoria. Queremos propor a padronização de rotinas para fazermos mais com menos, queremos buscar parceiros dentro de nossa instituição para disseminar este conhecimento aos nossos colegas. Preciso fazer um agradecimento ao nosso corregedor, desembargador José Zuquim Nogueira. Ele ainda está na sessão do Pleno, mas sempre que o buscamos com propostas para aprendizagem e crescimento ele nos apoiou. O mesmo digo dos juízes Cajango e João Thiago e ao Flávio, nosso coordenador. Gratidão ao Leandro que desenvolveu o jogo, à Mylena, à Deise, e à Rose, que conduziram este projeto. Vocês foram gigantes. Claro, a Amam com o patrocínio, à Escola dos Servidores e à Gráfica. Nosso agradecimento“, disse a diretora do Dapi, Renata Bueno, que encerrou deixando a seguinte mensagem: servir implica em vontade de realizar, compromisso e responsabilidade. Servir dignifica e nos faz orgulhosos do que ajudamos a construir com a força de nossa dedicação e com a força de nosso trabalho.
 
Uma das organizadoras, Rosemeire Pincerato explicou as regras do game e também a premiação. “A gincana foi criada para servidores da 1ª Instância e servidores a Comissão de Processamento Eletrônico (CPE). O primeiro lugar ganha R$1.500,00 o segundo, R$ 1 mil e o terceiro, R$500,00. A ideia do jogo surgiu durante os Plantões Tira-Dúvidas e o Você Sabia?, na medida que o Laboratório de Fluxo foi desenvolvendo. Chegamos a ter 600 pessoas em um desses eventos e fomos ficando mais e mais animados, até chegar aqui. O sucesso é de todos nós”, revelou a servidora Rosemeire Pincerato. O criador da plataforma Leandro Paiva destacou os desafios. “O Quiz foi algo novo. A ideia foi surgindo e aprendemos muito durante a realização do evento também“.
 
“Saúdo a todos, em especial aos servidores, não apenas pela data do Dia do Servidor, mas por terem caminhado com a Corregedoria ao longo destes dois anos de gestão, por terem se aberto para o desafio de aprenderem novas habilidades, novos desafios, a fazerem mais, a uma gestão orientada por dados me por terem participado dos Plantões Tira-Dúvidas. A Corregedoria fala de coisas que são do nosso dia a dia e há uma troca. Isso tudo que fizemos ao longo da gestão foi para vocês. O conhecimento só tem valor quando ele circula. Se guardamos para nós, ele perde um pouco do sentido. Qual o valor do conhecimento? Ele dentro dos gabinetes, das comarcas, tem um valor enorme. Juntos somos mais fortes e somos mais inteligentes. E a maior inteligência é a da nossa organização. De coração, obrigado a todos. Sejam bem vindo ao Game Jud”, reforçou o juiz auxiliar, João Thiago de França Guerra.
 
“Parabenizo a Amam na pessoa do juiz Thiago Abreu, que nos deu a premiação. Tenho certeza que será um sucesso e principalmente aos nossos servidores que se dedicaram mais um pouquinho para aprender. Esta foi à primeira de muitas. E com isso vamos aumentar e compartilhar conhecimentos. Nossa equipe técnica vai entrar em contato para realizar a entrega dos prêmios. Parabéns a todos em especial para a CPE”, destacou o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango.
“Esta é uma forma incrível de se avaliar o conhecimento dos servidores. Desejo felicidades aos premiados que fizeram por merecer. Aproveitem o feriado dos servidores”, agradeceu o coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça, Flávio de Paiva Pinto.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: colorida, horizontal. Print de tela com os nomes dos vencedores da esquerda para a direita, seguindo os nomes dos três colocados. Logo acima imagens de algumas pessoas que acompanharam as disputas. Foto 2: colorida, horizontal. Print de tela onde aparecem os juízes Cajango e João Thiago e servidores da organização que conduziram as disputas. Foto 3: colorida, horizontal. Print de tela onde aparecem os servidores envolvidos com a organização do evento. Eles estão em pé e o criador do jogo sentado. Todos olham para duas telas de computador.
 
Ranniery Queiroz
Assessoria de imprensa CGJ-MT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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