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Grupo de Fiscalização do Sistema Carcerário conclui inspeções em unidades prisionais do Norte de MT

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Homem de camisa listrada azul e branca, acompanhado de policial penal e outro homem, caminha por corredor externo cercado por tela metálica, em área de unidade prisional sob sol forte.O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT) finalizou nesta sexta-feira (23) a série de inspeções em unidades penitenciárias de cidades do Norte de Mato Grosso. Sob a liderança do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Orlando de Almeida Perri, a última vistoria foi realizada no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Lucas do Rio Verde.

Além desta unidade, ao longo da semana o grupo passou também pela Penitenciária de Sinop – Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira e pelo Centro de Ressocialização de Sorriso. Periodicamente, o GMF-MT visita unidades prisionais com o objeto de verificar as condições das instalações e garantir o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à ressocialização das pessoas privadas de liberdade.

“Cada unidade prisional tem a sua realidade e suas dificuldades. Nós queremos auxiliar as secretarias de Justiça e de Segurança Pública e as prefeituras. Então, quando fazemos essas inspeções estamos buscando soluções para as demandas que detectamos. Trabalhamos muito com o modelo de parcerias para ajudar a prestar os atendimentos necessários e assegurar a ressocialização da população carcerária”, explica Perri.

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No CDP de Lucas do Rio Verde, além de questões relacionadas à reinserção no mercado de trabalho, ocupação, educação e assistência social, o GMF identificou como uma das demandas prioritárias a finalização da construção de salas para prestação de serviços de saúde. Neste momento, a obra está paralisada e sua conclusão é importante para possibilitar que os reeducandos recebam atendimento médico dentro da unidade.

Uma das soluções apresentadas pelo desembargador para este caso foi a formalização de uma parceria com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, para que o Município colabore com a conclusão do projeto. Ao mesmo tempo, Perri sugeriu a utilização da mão de obra dos próprios recuperandos, promovendo qualificação e reinserção no mercado de trabalho. A ideia foi elogiada pelo prefeito Miguel Vaz.

“O Município pode sim ajudar a conduzir essa obra, tanto fazendo os ajustes necessários no projeto com nossa equipe de engenharia, quanto acompanhando a execução dessa importante estrutura para o CDP. Já temos uma parceria na fábrica de artefatos de cimento, onde são produzidos diversos materiais para a prefeitura, empregando quase 30 reeducandos. Portanto, essa ideia de ampliar esse número de atividades vem ao encontro do nosso propósito de gestão”, disse o prefeito.

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De acordo com o diretor do CDP, Jean Lucas Chiarani, quando concluída a estrutura terá salas para atendimentos ligados à assistência social, psicologia, enfermagem, dentista, assim como parlatório para advogados e sala de audiência. “Desde que assumi a direção, estamos tentando retomar essa obra. Por isso, a visita do desembargador Perri e da equipe do GMF é muito positiva, pois sabemos que ele busca essas melhorias para os reeducandos e também para os servidores”, pontuou.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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