Tribunal de Justiça de MT

Juiz Onivaldo Budny recebe homenagem com participação de colegas de magistratura e familiares

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A Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso prestou homenagens ao juiz aposentado Onivaldo Budny pelos 26 anos e quatro meses dedicados ao Judiciário Estadual. Até a aposentadoria, o magistrado era titular da Primeira Vara da Fazenda Pública da Comarca de Cuiabá. A homenagem ocorreu na terça-feira (11), na sala da Diretoria do Fórum de Cuiabá, com as presenças de colegas de magistratura e familiares.
 
Ao falar para os presentes em um momento marcado pela emoção, Budny recordou o percurso profissional desde que tomou posse como juiz substituto em 1996 e agradeceu a todos que contribuíram e fizeram parte da sua história nos últimos 26 anos.
 
“Tenho muita honra por esses 26 anos no Poder Judiciário de Mato Grosso. Confesso que a aposentadoria foi o processo, fui me desligando aos poucos”, contou o juiz aposentado.
 
Ele ainda avaliou sua trajetória e falou aos colegas que sempre se viu com um perfil mais “conciliador” e garantiu que a postura o ajudou a manter boas relações de trabalho com colegas do Judiciário e de outras instituições.
 
Representando a presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas, a juíza auxiliar da Presidência, Adriana Sant’anna Coningham, disse que a homenagem ao magistrado representa um gesto de reconhecimento e de respeito à sua contribuição para o Judiciário e toda a sociedade de Mato Grosso. Ela entregou uma placa de agradecimento pelos 26 anos dedicados à magistratura como “exemplo de retidão, de caráter e conduta ilibada”.
 
Diretor do Fórum da Capital, o juiz Lídio Modesto, também falou sobre a “grandeza na atuação do juiz Onivaldo Budny, que além de ser um magistrado dedicado ao trabalho, sempre foi receptivo e amigo. É alguém que contribuiu muito para o Judiciário e todos que com ele convivem”.
 
Biografia – O magistrado, natural de Arapongas (PR), começou a carreira na Comarca de Barra do Bugres, passou por Guiratinga, Rondonópolis, Sinop, Várzea Grande, Juara até chegar a Cuiabá. Entre as diversas funções desenvolvidas no Judiciário mato-grossense, foi diretor de Fórum, juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça e da Presidência do TJMT e coordenou a Central de Conciliação de Precatórios.
 
Budny foi ainda juiz-Ouvidor do Tribunal de Justiça e integrou a Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas da Justiça estadual. Durante a atuação no Judiciário, Onivaldo Budny recebeu elogios da Alta Administração do Tribunal de Justiça pela qualidade e resultado dos serviços realizados em várias ações e atividades judiciais, entre as quais na Justiça Eleitoral, em cumprimento de Meta estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em mobilizações do Judiciário no Estado nos programas Pequeno Cidadão e Pai Presente.
 
Além da Fazenda Pública, o juiz atuou em varas cíveis e criminais nas comarcas onde atendeu como juiz de Direito.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto 1 – Foto colorida do juiz Onivaldo Budny ao lado da juíza Adriana Sant’anna Coningham. Eles dão as mãos em cumprimento e ele segura a placa de homenagem que recebeu da magistrada. Foto 2 – Foto colorida onde aparecem juízas, juízes e familiares que estiveram na homenagem. Todos estão em pé e posam para a foto. 
 
Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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