Tribunal de Justiça de MT

Juíza alerta sobre a necessidade de educadores orientarem estudantes sobre relacionamentos abusivos

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Foto horizontal ambientada em um grande salão de eventos. Em primeiro plano, professores usando camiseta da Semana Pedagógica estão sentados em volta de uma mesa redonda. Em pé, a juíza Ana Graziela Vaz orienta sobre a oficina sobre violência doméstica. Entre os dias 19 e 22 de janeiro, mais de mil profissionais da Educação da rede estadual participaram de oficinas sobre enfrentamento à violência contra a mulher, realizadas pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-TJMT), durante a Semana Pedagógica 2026, a convite da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Durante as atividades, ocorreram reflexões e debates sobre tipos de violência doméstica e familiar, o papel da escola na proteção e garantia de direitos de crianças e adolescentes que vivem situações de violência, como identificar os sinais de que o estudante está inserido nesse contexto, impactos na aprendizagem e no desenvolvimento socioemocional, como abordar o tema nas mais diversas disciplinas escolares e como acolher os alunos em situação de violência.

Para a juíza titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, que conduziu parte das oficinas, abordar o tema nas escolas é uma forma de prevenir os casos de violência de gênero, uma vez que a escola é o local onde, muitas vezes, surgem os relacionamentos.Foto horizontal que mostra a juíza Ana Graziela Vaz durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher branca, de cabelos longos, lisos e loiros, olhos castanhos claros, usando blusa preta. Atrás dela, há um grande painel da Semana Pedagógica 2026, nas cores predominantes lilás e amarelo.

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“Os namoros estão começando nessa idade, na adolescência e, muitas vezes, eles acham que o ciúme não é uma violência, que o controle, pedir a senha do celular não é uma violência. E tudo isso é violência. Começa no controle, começa nos ciúmes, ao proibir certas amizades, controlar a roupa que está usando, com quem está conversando. Então, é necessário trabalhar tudo isso”, afirma.

A juíza Ana Graziela ressalta ainda que no ambiente escolar geralmente ocorrem crimes cibernéticos, como o ciberbullying e até mesmo ameaças que envolvem a violência de gênero e isso também precisa ser combatido desde a adolescência. “Muitas vezes, usam de aplicativos, de inteligência artificial para fazer montagem, para fazer bullying cibernético, para difamar uma colega em sala de aula. Então, é uma coisa nova que está se tornando cada vez mais comum”, comenta.

De acordo com a magistrada, é preciso conscientizar os adolescentes de que tais atitudes trazem consequências e geram dano não somente à vítima, mas também a quem as comete. “É preciso esclarecer que apesar de ser adolescente, pode responder sim por ato infracional e pode gerar uma consequência lá na frente. Então, eles sendo esclarecidos, tanto o menino quanto a menina, de que certas atitudes podem desencadear uma violência mais grave, a gente consegue salvar essas crianças e, futuramente, uma família”, avalia a magistrada.

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Fotos: Élcio Evangelista e Celly Silva

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Corregedoria capacita contadores credenciados e estagiários de Contabilidade

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Instrutor em pé fala diante de uma sala de informática lotada, com alunos em bancadas usando computadores. Ao fundo, uma projeção exibe a tela de um sistema.A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE) promove Capacitação para Contadores Credenciados e Estagiários de Contabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso. Entre agosto e setembro, 19 profissionais que atuam no Fórum de Cuiabá e no Complexo dos Juizados Especiais irão aprimorar conhecimento técnico e uniformizar procedimentos na busca por uma melhor prestação jurisdicional.

O treinamento se encerra no dia 02 de setembro e conta com 11 encontros presencias que começaram em 03 de agosto, no Laboratório da Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em Cuiabá. Com carga horária de 66 horas, a capacitação está sendo ministrada pelos instrutores internos: Carlos José Rodrigues, Deniz Pedroso de Almeida, Rosivaldo Guimarães, Angélica Vilalva Guimarães e a diretora do DAJE, Shusiene Tassinari Machado.

Durante os encontros, os participantes acompanham as atualizações normativas, aperfeiçoam conhecimentos técnicos, desenvolvem atividades práticas com cálculos em processos reais e discutem procedimentos utilizados na elaboração de laudos contábeis.

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Segundo o instrutor e contador Carlos José Rodrigues, o objetivo é alinhar a atuação dos profissionais que prestam apoio técnico ao Judiciário.

“A ideia é padronizar os procedimentos. Não importa se o cálculo é realizado em Cuiabá, Rondonópolis ou qualquer outra comarca. O importante é que todos utilizem o mesmo padrão. Muitos profissionais estão ingressando agora e ainda não tiveram contato com essa rotina. Por isso trabalhamos com processos reais, discutimos cada etapa e esclarecemos as dúvidas que surgem no dia a dia”, explica.

A diretora do DAJE, Shusiene Tassinari Machado, ressalta que investir na qualificação dos contadores credenciados e estagiários é investir na qualidade da prestação jurisdicional. “É sempre importante proporcionar essa atualização técnica, uniformizar procedimentos e preparar os profissionais para atuarem de forma segura e alinhada às necessidades da unidade judicias”, pontua.

A contadora credenciada desde 2021, Janiluce Duarte Gonzaga, aprovou a iniciativa e destacou a importância da capacitação para a padronização dos procedimentos e o aprimoramento do trabalho desenvolvido pelos profissionais.

“Quando comecei não tivemos um treinamento tão detalhado. Agora tudo está sendo explicado passo a passo, com exemplos práticos. Isso ajuda muito no aprendizado e também na padronização do trabalho desenvolvido pelos contadores”, avalia.

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Para a contadora recém-credenciada, Raquel Cristiane de Oliveira, o curso está sendo o primeiro contato com os sistemas e procedimentos utilizados pelo Poder Judiciário.

“É a primeira vez que atuo como contadora credenciada e ainda não havia tido acesso ao sistema. Ele está sendo importante porque nos prepara para executar um trabalho mais profissional e nos dá condições de aprender antes de iniciar as atividades. O que proporciona mais segurança para o exercício da atividade”, pontua.

Larissa Klein

Lucas Coutinho

Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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