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Justiça Comunitária promove primeira formação continuada de 2026 para Agentes Comunitários do Estado

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A Justiça Comunitária do Estado de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (24/02), a primeira formação continuada de 2026 destinada aos Agentes Comunitários de todo o estado, reunindo participantes de diversas regiões em ambiente virtual. A atividade ocorreu das 19h às 20h20min e teve como foco o fortalecimento do acesso à justiça, da cidadania e da prevenção de conflitos nos territórios onde atuam.

A palestra foi ministrada pelo juiz Leonisio Salles de Abreu Júnior, titular da 1ª Vara da Comarca de Chapada dos Guimarães, coordenador do CEJUSC e da Justiça Comunitária na comarca, a convite da coordenação estadual do programa. A formação abordou o papel estratégico dos agentes comunitários como ponte entre a população e o sistema de justiça, com orientações práticas sobre identificação de conflitos, encaminhamentos adequados, mediação e articulação com a rede de proteção social.

Durante a exposição, foram apresentados fundamentos da Justiça Comunitária e da Justiça Restaurativa, além de exemplos práticos do cotidiano das comunidades, favorecendo a troca de experiências entre os participantes de diferentes municípios.

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A equipe da Justiça Comunitária do Estado avaliou a atividade como muito positiva. Os Agentes Comunitários destacaram a linguagem acessível, a clareza da exposição e a aplicabilidade prática do conteúdo, evidenciando a importância de iniciativas de formação continuada voltadas à atuação no território.

Em sua fala, o magistrado destacou a relevância do trabalho desempenhado por esses profissionais em todo o estado.

“Os agentes comunitários são verdadeiros agentes de cidadania. Estão próximos da população, conhecem as realidades locais e têm a capacidade de identificar conflitos ainda em sua fase inicial. Cada orientação correta, cada encaminhamento adequado e cada estímulo ao diálogo representam uma forma concreta de promoção da justiça e de fortalecimento da democracia”, destacou o juiz Leonisio Salles.

Outro ponto de destaque da formação foi a cidadania eleitoral, especialmente diante da proximidade das eleições. Durante a palestra, foi ressaltado que os agentes comunitários exercem papel essencial como pontes de cidadania eleitoral, orientando a população sobre a importância da biometria, da regularização do título de eleitor, do exercício consciente do voto e do combate a práticas ilícitas.

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Ao final do encontro, foi aberto espaço de escuta para que os participantes indicassem os principais desafios enfrentados em seus territórios de atuação, contribuindo para a construção dos próximos ciclos formativos ao longo de 2026.

A iniciativa marca o início do calendário anual de capacitações da Justiça Comunitária, reafirmando o compromisso do Poder Judiciário com uma atuação mais próxima da população, preventiva, educativa e voltada à pacificação social em todo o Estado de Mato Grosso.

Autor: Assessoria

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

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Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

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“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

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Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

Leia mais:

A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/a-aplicacao-legislacoes-na-educacao-antirracista-deve-ser-objetivo-todo-o-judiciario

Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/letramento-racial-no-poder-judiciario-mato-grosso-e-construcao-continua-afirma-pesquisadora

Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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