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Ministro Luiz Salomão fala sobre Proteção Intelectual em Seminário

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O ministro Luiz Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) finalizou o evento Seminário do Agronegócio – Sistema Famato e Poder Judiciário, realizado no Cenarium Rural, em Cuiabá. Como palestrante, ele apresentou o tema ‘Propriedade Intelectual no Agronegócio’. Juntamente estavam o procurador-geral de Justiça em Mato Grosso, Deosdete Cruz Júnior, que também foi painelista, e o desembargador presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estadual da Magistratura (Copedem), Marco Villas Boas, que presidiu a apresentação.
 
Coordenador de um centro de Pesquisa Inovação do Poder Judiciário, Salomão apontou que foi realizado um apanhado de todo o sistema de inteligência artificial que o Judiciário utiliza hoje em dia e com o grau de eficácia. “Na maioria das vezes o que chamamos de inteligência artificial é apenas uma forma de fazer triagem. Ainda não utilizamos tantos avanços tecnológicos. Estamos no primeiro grau como máquina repetidora. Esse cenário ainda é muito desconhecido.”
 
Ainda segundo o ministro, o agronegócio é um dos poucos ramos que soube acompanhar a evolução. “Quando ser fala de propriedade intelectual decorrente de inovação e de novas tecnologias, talvez o que case mais é o agronegócio. O progresso do Agronegócio nos últimos decorre exatamente dessa aposta na pesquisa e na tecnologia. (…) Soube acompanhar as oportunidades. Eu estava vendo uma série de startups que estão trabalhando com a substituição de carne por vegetais, tudo fruto de pesquisa pura e inovação no ramo do agronegócio. O Brasil dispara extraordinariamente nesse setor. Outro exemplo é um aplicativo que mede no boi a temperatura e calcula a perda estimada do leite para efeito de avaliar o desempenho produtivo de cada vaca. Essas inventividades, inovações e pesquisas do agro vem caracterizando sua atuação.”
 
Já o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz, falou sobre a importância da propriedade intelectual ao agronegócio em termos econômicos, sociais e ambientais, bem como discorreu sobre a base jurídica para proteção desse direito e o sobre o sistema normativo vigente. Ele pontuou ainda que não existe apenas uma relação de direito privado, mas um direito fundamental cuja salvaguarda confere à nação as condições propicias de investimento.
 
“Claro que não estamos negando a necessidade de que o patrimônio de modo geral receba proteção pela legislação penal, até porque é da essência do direito penal que a pena tenha como finalidade a prevenção e repressão à prática dos crimes. O que indagamos é se estará devidamente protegida pelo nosso ordenamento jurídico a propriedade intelectual no exemplo da violação da patente agrícola, quando a conduta, apesar da gravidade, estará sujeita a uma pena módica.”
 
O presidente do painel, desembargador Villas Boas, registrou que o evento é uma excelente oportunidade para se debater o assunto, principalmente porque existem dificuldades em relação à propriedade intelectual no agronegócio que precisam ser superadas. Ele apontou ainda que essa e uma preocupação atual com relação à proteção jurídica e à estabilidade necessária para que os inventos continuem a acontecer.
 
“Sabemos que a sociedade só se desenvolveu cientificamente e tecnologicamente a partir do momento que o homem dominou a agricultura. Porém a agricultura tem desafios e metas a serem suplantadas, pois é transdisciplinar e envolve as diversas áreas do conhecimento, como inovação constante, às vezes disrruptivas, e isso precisa ser patenteado. Essa vertente de produção agrícola vai desde as sociedades tradicionais mecanicistas como caçadores e coletores, que desenvolveram suas técnicas próprias de agricultura com conhecimento de
 
tradicionais milenares e que compartilham isso com a sociedade ocidental com tudo disponível na internet para pesquisa científica. É preponderante que enfrentemos as dificuldades, por exemplo, a patente de nossos inventos em detrimento dos créditos que temos que receber em relação a isso.”
 
Esta foi a sexta edição do Seminário do Agronegócio – Sistema Famato e Judiciário. Ele foi realizado nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro. São parceiros no evento a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem), Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Escola Superior de Advocacia (ESA) e Escola Judicial do Estado de Mato Grosso do Sul (Ejud-MS).
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem horizontal e colorida: Quatro homens estão disposto lado a lado. Três deles seguram certificado e presente. O primeiro, desembargador Villas Boas, está com roupa e gravata cinza escura e camisa branca. O segundo, desembargador Orlando Perri, veste com roupa azul escura e gravata roxa. Ele entregou os certificados do painel. O terceiro, ministro Salomão, usa roupa preta, camisa branca e gravata azul. Por último, o quarto, desembargador Deosdete Cruz, veste roupa escura, camisa branca e gravata cinza escura.
 
Keila Maressa 
Assessora de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Audiência da Corregedoria debate como atingir o poder econômico do crime organizado

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Participantes do painel debatem os impactos da Lei Antifacção durante audiência pública promovida pela Corregedoria.Por trás de homicídios, tráfico de drogas e disputas por território existe uma engrenagem menos visível: o dinheiro. A avaliação foi compartilhada por especialistas que participaram do painel Lei Antifacção e Governança Corporativa: limites e deveres das pessoas jurídicas, realizado nesta sexta-feira (12), durante audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para discutir o novo marco legal de combate ao crime organizado.

O painel reuniu o expositor, o promotor de Justiça Renee do Ó Souza, o delegado da Polícia Civil Caio Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e o juiz Anderson Clayton Dias Batista. A mediação foi conduzida pelo conselheiro estadual da OAB-MT, Douglas Ibarra.

Ao longo das discussões, um ponto ganhou destaque: para enfraquecer as organizações criminosas não basta prender integrantes. É preciso atingir a estrutura financeira que sustenta essas atividades.

Promotor de Justiça Renee do Ó Souza apresenta reflexões sobre o enfrentamento econômico ao crime organizado.Segundo o promotor Renee do Ó Souza, uma das principais inovações da Lei Antifacção é justamente direcionar o foco para o patrimônio, os recursos financeiros e as empresas utilizadas para dar suporte ao crime organizado. “A única forma de inibir o envolvimento de alguém na criminalidade organizada é demonstrar que o crime não compensa”, afirmou.

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De acordo com o expositor, a legislação cria mecanismos que permitem ao Estado alcançar bens, valores e até estruturas empresariais utilizadas para ocultar patrimônio ou movimentar recursos ilícitos. Entre as medidas previstas estão bloqueios patrimoniais, restrições de atividades econômicas e a possibilidade de intervenção judicial em empresas utilizadas para favorecer práticas criminosas.

Juiz Anderson Clayton Dias Batista debate os impactos da nova legislação para as pessoas jurídicas.O juiz Anderson Clayton Dias Batista observou que a nova legislação busca reduzir a tolerância com relações empresariais que possam beneficiar organizações criminosas.

“A nova legislação exige uma postura mais ativa das empresas. Não basta alegar desconhecimento. As organizações precisam verificar quem são seus parceiros comerciais e adotar mecanismos de controle para evitar relações que possam favorecer, direta ou indiretamente, o crime organizado”.

Homem de terno escuro, camisa branca e gravata azul, com cabelos grisalhos curtos, segura um microfone e fala. Ele tem um pin dourado na lapela. O fundo é uma parede de painéis claros.O mediador Douglas Ibarra chamou atenção para a linguagem corporativa presente na nova legislação. Para ele, a proposta do legislador foi ampliar o alcance do enfrentamento ao crime organizado, permitindo que a atuação estatal chegue também às estruturas econômicas e societárias que podem servir de suporte para atividades criminosas.

A perspectiva das investigações foi apresentada pelo delegado Caio Albuquerque. Com experiência na apuração de homicídios ligados a organizações criminosas, ele afirmou que o domínio territorial exercido por facções tem tornado a elucidação de crimes cada vez mais complexa. Segundo o delegado, o medo imposto às comunidades faz com que testemunhas deixem de colaborar com as investigações, dificultando a identificação de autores e a produção de provas.

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Delegado Caio Albuquerque aborda os desafios das investigações relacionadas às organizações criminosas.Caio Albuquerque destacou que o fortalecimento das organizações criminosas observado nos últimos anos exige instrumentos mais eficientes de enfrentamento e defendeu que a nova legislação oferece mecanismos que podem contribuir para esse trabalho.

O painel integrou a audiência pública promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para debater os impactos da Lei nº 15.358/2026, conhecida como marco legal de combate ao crime organizado.

A íntegra da discussão está disponível no canal do TJMT no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=70cR1MxQkvs

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Audiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado

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Painel de Audiência pública debate impactos do domínio social estruturado para o sistema de justiça criminal

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Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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