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Poder Judiciário de Mato Grosso

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Autoridades marcaram presença na solenidade de posse da nova gestão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para o biênio 2023/2024. A desembargadora Clarice Claudino da Silva foi empossada como presidente; a desembargadora Maria Erotides Kneip como vice-presidente; e o desembargador Juvenal Pereira da Silva, como corregedor-geral da Justiça. A cerimônia ocorreu no Plenário 1 do TJMT, nessa segunda-feira (19 de dezembro).
 
O governador Mauro Mendes, em seu pronunciamento, elogiou a carreira dos magistrados que assumem a gestão do Judiciário durante o biênio 2021/2024 e destacou que o Estado vem passando por um “processo de reconstrução de bases sólidas” do qual o Judiciário é um dos pilares. Isso porque o trabalho dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário ocorre em harmonia, respeitando a independência, mas todos focados em oferecer bons serviços aos cidadãos.
 
Elogiou o perfil da presidente empossada ao afirmar que a futura gestão “será à altura da grande desembargadora que vem sendo e juíza que foi”. Adiantou que acredita que a gestão será marcada pela agilidade e solução de conflitos com foco na pacificação social. Lembrou que o Governo tem parcerias com o Judiciário na pacificação social como a realização de Círculos de Construção de Paz nas escolas, o que será expandido já no próximo ano.
 
“A construção de valores de uma sociedade é algo que deve ser buscado. Quando o TJMT faz esse trabalho de ampliar seu papel, ele tem esse cuidado em ajudar a formar valores de uma sociedade mais justa. Esse importante papel fomenta que, no futuro, o senso de justiça desenvolvido nos cidadãos resulte em menos conflitos”, afirmou.
 
Na mesma linha, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, ainda acrescentou que a relevante representatividade que as mulheres vêm alcançando na magistratura. Destacou que a atual gestão é de duas mulheres, sendo presidente a desembargadora Maria Helena Póvoas e vice-presidente a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, ambas entregam o cargo a duas mulheres, sendo algo inédito na história do TJMT.
 
“A desembargadora presidente tem grande histórico no Judiciário, foi uma juíza que trabalhou de forma muito dedicada, como fez na Vara da Família. Aqui, no Tribunal, vem realizando um trabalho muito importante, é uma referência e tenho certeza que serão dois anos muito profícuos para Mato Grosso”, discursou.
O senador Jayme Campos também prestigiou a possa e também fez menção ao protagonismo feminino em espaços de Poder. Relembrou que foi durante sua gestão como governador que coincidiu com a chegada da desembargadora Shelma Lombardi Kato à Presidência do TJMT, sendo a primeira magistrada a ocupar o cargo.
 
“Estou muito feliz de participar desse evento e o Poder Judiciário, estadual e o federal, tem uma missão forte para que possamos cumprir inteiramente o que representação a população brasileira”, afirmou o senador que garantiu ainda estar à disposição nas suas funções no Senado Federal para o aprimoramento da legislação.
 
O contexto da pandemia de Covid-19 foi desafiador para a gestão que está se encerrando e de acordo com a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, a desembargadora Maria Helena Póvoas estabeleceu uma relação de diálogo com a OAB, sendo possível a construção de soluções, o que se manterá na próxima gestão.
 
“Acreditamos que a nova gestão também trata muitos avanços e que manteremos o bom diálogo, sobretudo pelo perfil da desembargadora Clarice, que tem como uma de suas características principais o diálogo e a busca pela conciliação. É histórico esse momento em que duas mulheres sucedem duas mulheres na Presidência e Vice-Presidência”, considerou.
 
A solenidade também contou as presenças do defensor público-Geral, Clodoaldo Queiroz, o vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa e o secretário-geral da Presidência do TCE-MT, Marco Antônio Castilho Rockenbach, representando presidente José Carlos Novelli.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: foto colorida da mesa solene com a presidente empossada ao centro e autoridades à sua direita e à esquerda. Todos estão sentados.
Segunda imagem: fotografia colorida na qual aparece o governador discursando no púlpito. Ele usa um microfone que está em um pedestal e atrás aparece a bandeira do Brasil.
Terceira imagem: foto colorida onde aparece o procurador-geral de Justiça falando aos presentes na posse. Ele fala de um púlpito e ao seu lado, mais atrás, estão autoridades que compuseram a mesa de solenidade.
Quarta imagem: foto colorida da presente da OAB-MT. Ela está falando ao público no púlpito ao lado da mesa solene.
 
 
Andhressa Barboza e Mylena Petrucelli / Fotos: Myke Toscano e Lucas Figueiredo
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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