Tribunal de Justiça de MT

Presidente Clarice Claudino reforça importância para círculos de paz no sistema socioeducativo

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No primeiro dia do “Curso de atualização do Plano Individual de Atendimento (PIA) do adolescente em cumprimento de medida de restrição de liberdade”, realizado nesta terça-feira (11 de abril), na sede do Poder Judiciário de Mato Grosso, em Cuiabá, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, destacou a importância de parcerias para a realização dos círculos de construção de paz no sistema socioeducativo.
 
O evento tem o objetivo capacitar os socioeducadores que vão trabalhar com os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de privação e restrição de liberdade, principalmente as equipes técnicas.
 
A proposta da presidente se deu após ela saber que as práticas restaurativas foram um dos pontos abordados no evento por participantes de outro Estado. “Não podia deixar de fazer referência àquilo que eu acredito que seja uma das grandes ferramentas para o socieducativo que são os círculos de construção de paz. Coincidentemente as instrutoras, que vieram do Amazonas, têm isso como prática, elas já têm esse olhar, essa habilidade e que vai ser mostrada para os cursandos. Vão mostrar que isso faz a diferença na vida deles, que facilita o trabalho e também para que cumpram seu propósito no socioeducativo.”
 
O PIA é um instrumento que auxilia no planejamento do trabalho social com adolescentes e que contribui para que os profissionais tenham clareza das ações, objetivos e prazos, e para que acompanhem e ajam em prol da efetividade do que foi planejado.
 
“O PIA visa exatamente trazer uma reconstrução de muitos valores, de todos os princípios que norteiam esse planejamento que é individual para o adolescente em conflito com a lei. E dentre esses conceitos existem muitas questões voltadas para a reflexão interna de como é grande a responsabilidade dessas pessoas, desses agentes e gestores que vão conduzir o processo de cumprimento dessas sansões que não tem o cunho de pena, mas de ressocialização. Para que isso aconteça é preciso que haja um estímulo, um chamamento, um convite para que abra a consciência de que essas pessoas são altamente responsáveis pelo que vai acontecer na vida desses adolescentes no dia a dia. São eles que estão ali, em contato mais direto, e é preciso que nós chamemos atenção para essa importância”, discorreu a presidente.
 
A juíza titular da Segunda Vara da Infância e Juventude da Capital, Leilamar Rodrigues destacou a importância no acompanhamento do tempo em que o adolescente vai cumprir a medida socioeducativo. “Através do PIA vamos desenvolver todos os trabalhos que serão realizados com o adolescente, tanto no âmbito familiar, da educação, profissionalização, saúde. São vários temas que fazem parte do Plano.”
 
Para a magistrada um dos desafios é quando se trabalha com equipes multidisciplinares porque há a necessidade de envolver todas as áreas, todas as políticas públicas que são voltadas para os adolescentes.
 
“Primeiro temos que desenvolver um bom diagnóstico, a situação familiar, educacional, profissional do adolescente para poder adequar uma política pública que seja de acordo com a sua situação e vida pessoal. É uma forma de inserir o adolescente tanto na sociedade como no meio familiar, de forma segura. Mas para isso temos que fazer todo um trabalho de capacitação para que todos tenham conhecimento de como vai ser trabalhado esse adolescente no âmbito do cumprimento da medida socioeducativa”, informou a juíza.
 
O diretor metropolitano da Polícia Civil, Wagner Bassi Júnior disse que a atuação da polícia civil é em conjunto com o sistema socioeducativo. “A gente vê a necessidade de um acompanhamento individualizado dos adolescentes a fim de que eles não voltem a delinquir. Esse é o nosso principal objetivo, o acompanhamento, trazer esse indivíduo de volta para a sociedade.”
 
Boa prática – A representante da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão, Eunice Fernandes compartilhou uma experiência de sucesso e positiva com adolescentes em conflito com a lei, onde os trabalhos são realizados com o eixo de formação profissional. “Temos o programa Jovem Aprendiz, onde o adolescente, quando passa pela fase intermediária do programa socioeducativo, ele faz um curso profissionalizante. Isso tem sido uma experiência muito exitosa porque nós percebemos que a inclusão do adolescente que comete um ato infracional, o diferencial tem sido dar oportunidade para eles. Quando você inclui ele, de fato, no mercado de trabalho, você percebe que ele deixa de reincindir na prática do ato infracional.”
 
Lá o trabalho é desenvolvido por meio do PIA, incluindo o adolescente na escola, na formação profissional, trabalhando com a família. A gente percebe isso é muito importante para que o adolescente possa, de fato, ser reinserido na sociedade. E isso tem sido um diferencial do Maranhão”, reiterou.
 
O juiz auxiliar da Presidência do TJ, Tulio Duailibi Alves Souza, que também é coordenador do Núcleo Gestora da Justiça Restaurativa (NugJur) esteve presente no evento.
 
O curso ocorre até o dia 13 de abril e é uma é uma parceria entre o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) – Eixo Socioeducativo, Escola Estadual de Socioeducação de Mato Grosso, setor vinculado à Superintendência de Administração Socioeducativa, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, e Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça (CIJ).
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto da presidente atrás do púlpito, em cima do palco, falando aos presentes, dentro de auditório. Segunda imagem: fotografia colorida mostrando o palco ao fundo e os participantes do evento.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Audiência pública debate impactos da Lei de Combate ao Crime Organizado no sistema de justiça

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Material gráfico de divulgação de audiência pública, com fundo azul, imagem da estátua da Justiça, martelo judicial e informações sobre data, horário, local e formato híbrido do evento promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça e parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), realiza a audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”. O evento ocorrerá na tarde de 12 de junho de 2026 (sexta-feira), no Auditório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, em Cuiabá, com participação presencial e transmissão on-line.

A iniciativa tem como objetivo promover o debate qualificado sobre os reflexos da legislação de enfrentamento ao crime organizado no sistema de justiça criminal brasileiro, reunindo representantes do Judiciário, Ministério Público, advocacia, forças de segurança e especialistas da área jurídica.

O credenciamento dos participantes terá início às 13h, e a solenidade de abertura está marcada para as 13h30. O evento será realizado em formato híbrido, com transmissão pela plataforma Teams e pelo canal oficial do Poder Judiciário de Mato Grosso no YouTube.

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A programação contará com três painéis temáticos, que abordarão aspectos relevantes da legislação, da investigação criminal e da governança corporativa, além dos desafios relacionados às garantias processuais.

As inscrições podem ser feitas por este link: https://evento.tjmt.jus.br/inscricao-evento/07000000-0aa7-0a58-0616-08deb77d4ca1

Programação

14h – Painel 1

Expansão do conceito de “domínio social estruturado”

Mediadora: Anne Karine Louzich Hugueney, subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso;

Expositor: desembargador Wesley Sanchez Lacerda;

Debatedor: delegado Rafael Scatolon;

Debatedor: Giovane Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso.

15h – Painel 2

Lei Antifacção e Governança Corporativa: limites e deveres das pessoas jurídicas

Mediador: Douglas Ibarra, conselheiro estadual da OAB-MT;

Expositor: promotor de Justiça Renee do Ó Souza;

Debatedor: delegado Caio Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa;

Debatedor: juiz Anderson Clayton Dias Batista.

16h – Painel 3

Ampliação de poderes investigativos e flexibilização de garantias processuais

Mediador: promotor de Justiça Elton Oliveira Amaral;

Expositora: juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni;

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Debatedor: delegado Gustavo Godoy;

Debatedor: advogado Stalyn Paniago.

A audiência pública busca estimular a reflexão sobre os avanços, desafios e perspectivas da política de enfrentamento ao crime organizado, contribuindo para o fortalecimento do diálogo institucional e para o aprimoramento das práticas adotadas pelos órgãos que integram o sistema de justiça criminal.

Confira a programação aqui.

Serviço

Audiência Pública – A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades

Data: 12 de junho de 2026

Credenciamento: 13h

Abertura: 13h30

Local: Auditório do TJMT – Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite
Formato: Híbrido (presencial e on-line)

Transmissão: Plataforma Teams e canal oficial do TJMT no YouTube

Inscrições: Clique aqui para se inscrever – https://evento.tjmt.jus.br/inscricao-evento/07000000-0aa7-0a58-0616-08deb77d4ca1

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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