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Rondonópolis: Acadêmicos de Direito são premiados por soluções que fortalecem a conciliação

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Vencedores do 2º Prêmio Acadêmico de Conciliação 2025 destacam a ação do Judiciário de Mato Grosso como fundamental para o processo de formação dos futuros operadores do Direito. O concurso foi realizado pelo Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, coordenado pelo juiz Wanderlei José dos Reis, e voltado para acadêmicos do curso de Direito das universidades públicas e privadas da cidade.
Fruto de uma parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Rondonópolis, a iniciativa contou com a participação de 30 estudantes, distribuídos em cinco universidades, e recebeu mais de 80 propostas. O projeto fomenta o engajamento, desde já, dos futuros profissionais na busca por soluções inovadoras e pacificação social.
“O Judiciário também tem o papel de aproximar os futuros profissionais do Direito da cultura da conciliação. Temos um compromisso intergeracional com os operadores do direito do porvir. O prêmio permite os estudantes compreendam, desde a universidade, que a solução de conflitos vai muito além do litígio”, explica o juiz Wanderlei José dos Reis, um entusiasta da matéria.
Aluno do sétimo semestre na UNIASSELVI, Juarez Alves da Silva, foi o primeiro colocado com a proposta de criação de espaços de mediação emocional em escolas, universidades e comunidades. Segundo ele, a ideia é promover rodas de escuta, empatia e comunicação não violenta, conduzidas por conciliadores e acadêmicos voluntários.
“Assim, a conciliação deixa de ser apenas um ato jurídico e passa a ser uma atitude social de cuidado e paz. Quando o Tribunal, através do Cejusc, abre espaço para os acadêmicos refletirem sobre a conciliação, ele não apenas forma juristas mais preparados, mas também cidadãos conscientes do papel social que têm”, argumenta Juarez.
A segunda colocação ficou com Ana Paula Evangelista Santana Kaminski, estudante do décimo semestres na Anhanguera de Rondonópolis. Ela apresentou o projeto “Cejusc em Movimento – Levar o Diálogo onde o Conflito Nasce”. A sugestão busca aproximar a população dos meios autocompositivos, destacando a importância de resolver os conflitos extrajudicialmente ou por meio do diálogo.
“Cada espaço aberto representa uma oportunidade para que os estudantes contribuam com a melhoria do sistema judiciário mato-grossense. A pauta da mediação e conciliação é essencial para os futuros operadores do Direito, pois representa métodos eficazes de resolução de conflitos que complementam a via judicial”, comenta.
Outra proposta premiada foi a criação do “Sistema Acordo Digital”, com o objetivo de estimular acordos antes da audiência de conciliação. A iniciativa foi desenvolvida pela acadêmica do oitavo semestre da Anhanguera, Ana Paula Zotti. A ideia é que as partes possam registrar seus conflitos, visualizar sugestões de propostas e encaminhá-las ao conciliador com antecedência.
“Isso tornará as audiências mais objetivas, aumentando o índice de acordos no Judiciário. A ação do TJMT, através do Cejusc, valoriza a inovação e ajuda a formar futuros operadores do Direito mais conscientes da importância da conciliação como instrumento de cidadania. Isso promove uma justiça mais acessível”, justifica a estudante.
Além do reconhecimento individual, a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) foi agraciada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso com a certificação de “Instituição que Incentiva a Conciliação”. O curso de Direito na instituição possui na grade curricular a disciplina “Conciliação, Mediação e Arbitragem”, que alia teoria e prática com simulação de audiências e estudos de casos.
“Essas iniciativas promovem uma integração valiosa entre teoria e prática, reforçando o compromisso do Judiciário de Mato Grosso com a educação e o estímulo à cidadania. Isso permite que os estudantes compreendam o papel transformador da conciliação e da mediação no sistema de justiça”, pontua o coordenador do curso de Direito na UFR, professor Anderson Nogueira Oliveira.
Veja como ficou a premiação do concurso:
• 1º Lugar (Juarez Alves da Silva Junior): Recebeu isenção de inscrição em todos os cursos da ESA-MT na comarca de Rondonópolis em 2026, o livro “Princípios Constitucionais”, de autoria de Wanderlei José dos Reis, e terá sua proposta publicada na revista jurídica da OAB, além de um certificado.
• 2º Lugar (Ana Paula Evangelista Santana Kaminski): Ganhou bolsa integral para curso preparatório ou de capacitação em conciliação/mediação na ESA e certificação.
• 3º Lugar (Ana Paula Zotti): Foi premiada com participação em estágio supervisionado em Cejusc ou em escritório conveniado à OAB e certificado de reconhecimento.

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário lança página no portal do TJMT

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A Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso lançou sua página no portal do TJMT, durante o evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado nos dias 15 e 16 de abril. Agora, os públicos interno e externo ao Tribunal de Justiça podem acessar acessibilidade.tjmt.jus.br e conferir todas ações da Comissão, bem como entrar em contato com seus membros.
A juíza auxiliar da Vice-presidência, Alethea Assunção Santos, fez a apresentação da página na internet durante o evento. “O portal da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso tem a finalidade de apresentar as iniciativas, ações, capacitações, os projetos da Comissão e também é um repositório de atos normativos, de leis e das notícias relativas às ações. Então é uma forma de difundir o trabalho da Comissão”, explica.
Mulher de cabelos longos posa sorrindo em primeiro plano. Ao fundo, palco com cadeiras e telão verde do evento TJMT Inclusivo, com pessoas desfocadas ao redor.Conforme a magistrada, a criação da página demonstra o compromisso da Comissão em fomentar a construção de uma política institucional mais inclusiva. “O Poder Judiciário precisa olhar para o jurisdicionado, abrindo as possibilidades para aqueles que têm alguma deficiência, mas também olhar para o servidor, nos atendo às barreiras arquitetônicas e outras dificuldades daquele servidor e também do público externo. A Comissão tem essa função de compreender quais são essas necessidades específicas e trabalhar para reduzir esses empecilhos e garantir a acessibilidade e a inclusão”, defendeu.
A página da Comissão conta com a sessão “Fale Conosco”, onde estão disponíveis os canais de contato. “Esperamos que a população acesse, entre em contato conosco, mande dicas, sugestões e que, assim, a gente possa manter o portal ativo”, convida a juíza Alethea Assunção.
A página da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso está no portal do Tribunal de Justiça, no espaço dedicado aos portais temáticos, conforme a imagem ao lado.
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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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