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Termos de Cooperação ampliam conciliação e facilitam regularização de dívidas em Mato Grosso

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Novos termos de cooperação firmados pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Nupemec/TJMT) ampliam a oferta de mutirões de conciliação em diversas regiões do estado. A iniciativa busca dar soluções mais rápidas a demandas da população, reduzir o número de processos e facilitar a negociação de dívidas.

Os termos de cooperação foram celebrados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) em duas frentes: parcerias com municípios para regularização tributária e com cooperativas de crédito para mutirões de negociação nas fases pré-processual e processual.

Regularização tributária nos municípios

Na área tributária, os termos têm como objetivo estimular a negociação de débitos fiscais e evitar a judicialização de cobranças. Entre as unidades que formalizaram parcerias estão:

Cejusc de Barra do Garças, com os municípios de General Carneiro e Ribeirãozinho;

Cejusc de São Félix do Araguaia, com o Município de São Félix do Araguaia;

Cejusc de Canarana, com o Município de Canarana.

Nos termos de cooperação com os municípios, o Nupemec atua na coordenação da política de autocomposição, enquanto os Cejuscs oferecem suporte técnico, organizam as sessões de conciliação e providenciam a homologação dos acordos. Já as prefeituras ficam responsáveis por estruturar as campanhas de negociação, disponibilizar equipes de atendimento e adotar medidas administrativas que permitam a redução de multas e juros de acordo com a legislação local. O objetivo é viabilizar mutirões que incentivem o pagamento de débitos, recuperem receitas públicas e diminuam o volume de execuções fiscais em tramitação.

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Mutirões com cooperativas de crédito

Outra frente de atuação envolve parcerias com cooperativas financeiras para tratamento massivo de conflitos. Nesses casos, os mutirões são voltados à negociação de dívidas e resolução consensual de demandas já judicializadas ou ainda em fase pré-processual.

Firmaram termos nessa modalidade:

Cejusc de Diamantino, com a Sicredi;

Cejusc de Diamantino, com a Sicoob;

Cejusc de Guarantã do Norte, com a Sicredi.

Nessa modalidade, as cooperativas se comprometem a apresentar políticas concretas de negociação, com condições diferenciadas para facilitar acordos, além de indicar representantes habilitados para participar das sessões. Os Cejuscs ficam responsáveis por organizar as audiências, disponibilizar conciliadores capacitados e gerir os mutirões, enquanto o Nupemec promove capacitação e divulgação institucional das ações. A finalidade é tratar demandas repetitivas de forma concentrada, ampliar a solução consensual e reduzir a judicialização de conflitos financeiros.

Política pública de pacificação

Para o gestor-geral do Nupemec, Sebastião José de Queiroz Júnior, a expansão das parcerias consolida a estratégia institucional de incentivar soluções consensuais. “A celebração desses Termos de Cooperação Técnica representa um passo consistente na consolidação de uma política pública voltada ao tratamento adequado da litigiosidade tributária, em sintonia com a Recomendação nº 120/2021 do Conselho Nacional de Justiça. O que se busca é aproximar a Justiça do cidadão, promover pacificação social e garantir soluções efetivas e sustentáveis. A celebração desses Termos de Cooperação Técnica é exemplo concreto dessa atuação, prática que o Nupemec vem fomentando em todo o estado como instrumento estratégico de fortalecimento da autocomposição.”

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Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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