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TJMT implanta Rede de Enfrentamento em Juscimeira e fortalece atuação integrada no São Lourenço

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Com o objetivo de fortalecer o combate à violência doméstica e ampliar a proteção às mulheres, o Poder Judiciário de Mato Grosso implantou a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher no município de Juscimeira nesta segunda-feira (23). A solenidade reuniu representantes de diversas instituições e foi marcada pela assinatura do termo de cooperação entre os órgãos parceiros.

A implantação da rede busca integrar a atuação de órgãos que já desenvolvem ações voltadas à proteção das mulheres, promovendo o compartilhamento de informações, a articulação de políticas públicas e o desenvolvimento de projetos conjuntos voltados, principalmente, à prevenção da violência.

O juiz titular da Vara Única da Comarca de Juscimeira, Alcindo Peres da Rosa, responsável pela palestra realizada durante o evento, ressaltou que a organização da Rede permitirá a ampliação de ações no âmbito da comarca. “Por ser Vara Única, nós temos a competência para atuar nos casos de violência doméstica. Com a criação dessa rede de proteção, espero que possamos colocar em prática mais projetos e mais ações no sentido de coibir a violência doméstica. Quando os órgãos atuam separadamente, sem uma política organizada de forma conjunta, fica mais difícil promover avanços. Com essa organização, será possível desenvolver projetos que reúnam todos os participantes e parceiros, com ações mais efetivas para o enfrentamento da violência doméstica”, afirmou.

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Para o defensor público Denis Thomaz Rodrigues, a criação da rede representa um avanço fundamental para tornar a atuação dos órgãos mais eficiente. “O enfrentamento à violência contra a mulher é muito importante. Todos os órgãos parceiros desempenham suas atividades com excelência, porém de forma individual. Isso faz com que não haja troca de informações entre os órgãos. A Rede vai abranger todos esses parceiros e todas essas informações, de modo que a atuação seja integrada, com resultados muito mais efetivos, não apenas depois que a violência acontece, mas principalmente na prevenção”, destacou.

Representando o Município, o secretário de Assistência Social de Juscimeira, José Carlos Souza Costa destacou a importância do fortalecimento da atuação intersetorial. “É um trabalho em rede. A Assistência Social, junto com a Educação, a Saúde, o Ministério Público e o Judiciário, precisa se fortalecer para que, de fato, possamos defender os direitos das mulheres, garantir esses direitos e lutar pela igualdade. É preciso assegurar, na prática, que a mulher tenha o direito à sobrevivência e o direito de ir e de vir, assim como nós, homens, temos dentro da nossa sociedade”, enfatizou.

A Tenente Alice, responsável pela Patrulha Maria da Penha no Vale do São Lourenço, também reforçou a relevância da formalização da Rede para o trabalho da Polícia Militar. Segundo ela, a iniciativa era um antigo anseio da corporação. “A instalação dessa Rede era um grande anseio da Polícia Militar, por meio do 28º Batalhão de Jaciara, que engloba todo o Vale do São Lourenço, inclusive Juscimeira. A Rede já existia, era composta, mas sem uma formalização. Agora, tivemos a oportunidade de trocar ideias com os outros membros e receber melhores orientações. Para nós, da Polícia Militar e da Patrulha Maria da Penha, essa Rede será de grande valia, porque vamos ter novas ideias, contar com o apoio da Cemulher e dispor de mais uma ferramenta para fortalecer o nosso trabalho”, concluiu.

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Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal do Júri condena homem a 29 anos por feminicídio em Paranatinga

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Após mais de 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Paranatinga condenou Djavanderson de Oliveira de Araújo a 29 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte da ex-companheira Juliana Valdivino da Silva. A sessão começou às 8h da manhã de terça-feira (26) e terminou às 23h20, sendo presidida pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos.

Além do feminicídio, o réu também foi condenado pelos crimes de perseguição e violência psicológica contra a mulher. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil, emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O crime ocorreu em 9 de setembro de 2024. Conforme as investigações, o acusado atraiu a vítima até a antiga residência do casal sob o pretexto de que precisava de ajuda após um atropelamento. No local, jogou combustível sobre a mulher e ateou fogo. Juliana sofreu queimaduras em aproximadamente 90% do corpo e morreu após 16 dias internada.

A sentença destaca que o crime foi premeditado. Segundo o processo, o acusado comprou combustível horas antes do feminicídio e utilizou uma falsa história para convencer a vítima a retornar ao imóvel.

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Na decisão, o magistrado negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou a execução imediata da pena.

O crime ocorreu em setembro de 2024, a denúncia foi recebida em outubro do mesmo ano, a audiência de instrução foi realizada em janeiro de 2025 e a sentença de pronúncia foi proferida em março de 2025. O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu menos de dois anos após o crime.

O processo tramita sob o número 1002402-82.2024.8.11.0044 e como toda decisão de Primeiro Grau é passível de recurso.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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