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União do Judiciário é destacada por magistrada do TJMT em posse da nova administração do TRT/MT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) participou da solenidade de posse da nova administração do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) para o biênio 2026–2027, realizada nesta sexta-feira (12). A instituição foi representada pela juíza auxiliar da Presidência do TJMT, Gabriela Knaul de Albuquerque e Silva, reiterando a importância da integração entre os dois tribunais.

A cerimônia reuniu autoridades, magistrados, servidores, advogados e familiares para a posse do desembargador Aguimar Peixoto como presidente do TRT/MT, e da desembargadora Eleonora Lacerda, que assume os cargos de vice-presidente e corregedora. O momento foi marcado por discursos que destacaram cooperação institucional, compromisso com a Justiça e expectativas para a nova gestão.

Durante o evento, a juíza Gabriela Knaul destacou que, apesar das diferentes competências, os diversos ramos do Poder Judiciário atuam de forma integrada em benefício da sociedade. Ela ressaltou que a união entre as instituições é fundamental para garantir um serviço mais eficiente e acessível ao cidadão.

“Temos a unidade do Poder Judiciário, formada por diversas jurisdições, a estadual, federal, do trabalho, eleitoral e militar. É fundamental que todas estejam fortalecidas e funcionem bem para atender o cidadão com eficiência e rapidez”, afirmou a magistrada.

Gabriela Knaul também enfatizou o papel social da Justiça do Trabalho e lembrou a parceria histórica entre o TRT/MT e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, construída por meio de ações conjuntas e iniciativas de capacitação promovidas pelas escolas judiciais.

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“É com muito orgulho e alegria que cumprimentamos a nova direção do Tribunal Regional do Trabalho, que dará continuidade ao trabalho de grande valor social desenvolvido pela gestão anterior”, completou.

Ao assumir a Presidência do TRT/MT, o desembargador Aguimar Peixoto falou sobre a responsabilidade do cargo e a disposição para dar continuidade ao trabalho realizado pela administração anterior. Ele destacou a confiança na equipe que o acompanhará na condução do Tribunal ao longo do biênio.

“Minha expectativa é grande. Quero trabalhar bastante neste Tribunal. Manter o mesmo nível da antiga gestão. Tenho um time maravilhoso que está me assessorando e eu confio nesse time”, declarou.

Na sequência, a desembargadora Eleonora Lacerda comentou sobre o novo desafio de exercer a Vice-Presidência e a Corregedoria em um momento inédito para o TRT/MT, com a separação administrativa da Corregedoria em relação à Presidência.

Ela destacou que, apesar da natural ansiedade diante da novidade, o sentimento predominante é de entusiasmo e confiança no trabalho coletivo, além do apoio que espera receber dos colegas magistrados e da equipe técnica.

“Um pouco de ansiedade, com certeza, porque isso é novidade para nós em Mato Grosso, o fato da Corregedoria estar separada da Presidência, mas eu sei que vou estar bem acompanhada. A equipe é maravilhosa. Sei que vou ter todo o apoio dos magistrados e magistradas. Então essa ansiedade toda vai dar lugar a muita alegria de poder fazer um bom trabalho no próximo biênio”, afirmou.

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Em um tom mais pessoal, a desembargadora também ressaltou o vínculo construído ao longo de toda a sua trajetória profissional no Tribunal Regional do Trabalho, desde o início da carreira como servidora até a magistratura, destacando o sentimento de pertencimento à instituição.

“A palavra, para mim, é de pertencimento. A minha vida profissional inteira é no Tribunal Regional do Trabalho. Meu primeiro emprego foi aqui, aos 18 anos, como servidora, e alguns anos depois como magistrada e, pela primeira vez, sinto que vou poder contribuir na administração do Tribunal”, concluiu.

A solenidade marcou o início de um novo ciclo administrativo no TRT/MT e reafirmou a união entre os tribunais, fortalecendo o compromisso do Poder Judiciário com uma atuação integrada, eficiente e voltada à sociedade.

Fotos: Assessoria TRT/MT

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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