Tribunal de Justiça de MT

Vice-presidente do TJMT ministra palestra sobre assédio moral e sexual no serviço público 

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A presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Erotides Kneip, ministrou palestra nesta terça-feira (17 de outubro), no 2º Encontro Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual no Serviço Público, promovido pelo Governo de Mato Grosso.
 
O evento, que busca reflexão e transmitir conhecimento sobre a forma de produção e organização de trabalho e mudança de cultura nas relações interpessoais, reuniu mais de 100 servidores de diversas Secretarias e autoridades no Auditório da Controladoria Geral do Estado (CGE). 
 
Na apresentação, um dos focos abordados pela desembargadora tratou sobre os danos que uma situação de assédio moral ou sexual pode ocasionar na vítima, os impactos na efetividade do trabalho no serviço público que pode atingir todas as esferas: Poder Legislativo, Executivo e Judiciário. Além disso, a desembargadora também destacou que para combater essa problemática, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou a criação de políticas de enfrentamento ao assédio fossem criadas nos Tribunais dos 26 Estados e Distrito Federal-DF.  
 
“Em 2020, o CNJ baixou a resolução de n° 351, determinado a criação de ações de enfrentamento no âmbito do Judiciário em todo País. Por isso, nós do Poder Judiciário de Mato Grosso, decidimos criar as comissões, uma de 1° Grau e 2° Grau para tratar de casos de assédio moral, sexual e discriminatório. Em primeiro lugar, eu penso que nós do serviço público precisamos fazer este trabalho, entender o que é o assédio, como chegamos ao assédio. Sabemos que um trabalhador assediado não produz e tem consequências psicológicas gravíssimas, quadros e depressão e suicídio, precisamos corrigir isso”, declarou a desembargadora. 
 
A juíza do TJMT, Cristiane Paim da Silva, que também ministrou palestra no evento, sobre a temática ‘A relação entre o assédio e a naturalização da violência de gênero’. A magistrada destacou que o encontro oportuniza “falar sem nenhum tipo de tabu, sobre aquilo que ocorre no dia-a-dia do serviço público, de situações de assédio”, que ocorre com todas as pessoas, independente de função, raça e gênero. 
 
Na explanação, ela também apresentou aos participantes da palestra o guia de combate ao assédio moral, sexual e virtual, o exemplar está disponível do site do Poder Judiciário. As mulheres foram alertadas sobre as atitudes que caracterizam e indicam assédio sexual.
Saiba sobre os tipos de assédio 
 
Assédio moral: é todo comportamento abusivo, humilhante, constrangedor e repetitivo a que são submetidas as pessoas, com o objetivo de prejudicar ou impor determinada conduta no ambiente de trabalho. Pode ser identificado por palavras, atos, gestos ou mensagens escritas, que intencionalmente ou não, causam danos à dignidade, à saúde ou ao emprego da vítima.
 
Assédio sexual: é o ato de constranger ou pressionar alguém, com atitudes intimidadoras, agressivas e sem consentimento, para conseguir algum tipo de favorecimento sexual, baseado em uma relação de trabalho. E diferentemente do assédio moral, o assédio sexual é qualificada com uma única ocorrência.
 
Assédio virtual: também conhecido como assédio virtual corporativo ou cyberbullying, consiste no uso repetido e sem consentimento da tecnologia, para extrair ou divulgar informações de um indivíduo com quem se tem uma relação de trabalho, com o objetivo de ofender, intimidar ou perseguir. Tanto o assédio moral quanto o sexual podem estar inseridos nesta modalidade, considerando que a internet é um reflexo do que se vive fora dela.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: primeira imagem: desembaradora fala ao microfone. Ela está em pé sobre o palco. Seguda imagem: fotografia mostrando a desembargadora falando ao microfone. Ao fundo a projeção da imagem de uma mulher negra, com as duas mãos estendidas a frente. Terceira imagem:  juíza do TJMT, Cristiane Paim da Silva, estão em pé e fala ao microfone.
 
Carlos Celestino/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Presidente do TJMT manifesta solidariedade à família de juíza do Rio Grande do Sul

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“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce. Transformar um momento de dor em instrumento de provocação causa indignação e aprofunda o sofrimento de familiares, amigos e colegas de profissão. É preciso preservar a humanidade acima de qualquer divergência”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ao endossar o posicionamento do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE).
O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) vem a público para manifestar irrestrita solidariedade à família da Juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, falecida na última quarta-feira, aos 34 anos, após coleta de óvulos para realização de reprodução assistida.
Lamenta, profundamente, que a indizível dor da família de Mariana tenha sido agravada em razão da falta de empatia, cuidado e respeito por parte do Jornal Folha de S. Paulo, representada por charge assinada, na edição deste sábado (09/05/2026), por Marília Marz.
O CONSEPRE louva o debate público, o controle social sobre as instituições e as liberdades de expressão e de imprensa, por reputá-las imprescindíveis aos regimes democrático e republicano: nenhuma democracia subsiste sem imprensa livre e sem espaço legítimo para crítica institucional.
Tais pilares, entretanto, não podem ser dissociados dos deveres mínimos de civilidade e respeito à dignidade humana. A crítica institucional jamais pode servir de instrumento para banalizar a morte, ridicularizar a dor humana ou desconsiderar o sofrimento de familiares, amigos e colegas profundamente abalados pela perda de uma vida.
A publicação da Folha de S. Paulo ultrapassa os limites do debate público legítimo ao recorrer a uma representação que, além de desrespeitosa, contribui para a crescente desumanização da magistratura brasileira, tratando com insensibilidade um momento de luto e consternação.
Torna-se, ainda, mais grave ao atingir a imagem de uma mulher magistrada recém-falecida, reproduzindo simbolicamente práticas de violência de gênero, incompatíveis com os avanços institucionais e sociais voltados à proteção da dignidade da mulher e ao enfrentamento de toda forma de violência ou discriminação.
Diante disso, o CONSEPRE reafirma sua solidariedade à família de Mariana e a toda a magistratura gaúcha, e espera que a degradação do debate público não persista em romper limites éticos de humanidade e respeito.

Autor: Flávia Borges

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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