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O que somos…e para quê?

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Outro dia, parada esperando o semáforo abrir, como gosto de reparar em tudo à minha volta, me deparei com a seguinte cena: algumas árvores enfileiradas, me pareciam da mesma espécie, plantadas há não muito tempo, a considerar suas alturas, por volta de um metro e meio.

Todas ali, alinhadas com o mesmo estilo de poda: a copa em formato de cogumelo – não sei nada sobre estilos de poda – ornamentando a calçada de um grande supermercado reformado recentemente.

O que me chamou a atenção, de imediato, foi que uma delas não estava com a poda mantida. Ela insistia em ter alguns pequenos galhos maiores crescendo como que a caminho do sol ou do céu!

Fiquei refletindo sobre aquela cena. Será qual a missão daquela pequena árvore: ornamentar ou fazer sombra? Sei que não são frutíferas! Todas são funções necessárias, não acho justo fazer uma escala de importância.

Ela não escolheu, foi colocada ali e será sempre podada para ornamentar, junto das demais, aquela calçada. Quem sabe um dia, elas todas iguais, crescerão e farão sombra e a “arvorezinha descabelada” atinja seu propósito, se for este!

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E com a gente? Será que temos clareza de que somos para ornamentar, fazer sombra, dar frutos ou flores?

Temos clareza do(s) nosso(s) propósito(s)? Como encontrá-lo e como saber o nosso lugar?

Citando o poeta alemão Johann Wolfgang Von Göethe, “Quem é firme nos seus propósitos molda o mundo a seu gosto”.

Enquanto não sei todas essas respostas, seguirei acompanhando esta arvorezinha que, provavelmente, continuará a me fazer companhia no caminho.

*Mariane Mesquita Souza Hartung é chefe do Departamento de Gestão de Pessoas.

Fonte: MP MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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