Oito pessoas foram presas por embriaguez ao volante durante as edições 105ª e 106ª da Operação da Lei Seca, realizada nesta quarta e sexta-feira (30.11 e 1º.12), em Cuiabá. As abordagens da primeira ação foram realizadas na Avenida Dante Martins de Oliveira, conhecida como Avenida dos Trabalhadores, no Bairro Carumbé. Já a segunda operação ocorreu na Avenida Professora Edna Affi, a Avenida das Torres, no Bairro Jardim Imperial.
Conforme relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), ao todo foram abordados 208 veículos e aplicados 220 testes de alcoolemia em condutores e passageiros habilitados. Ao final os agentes autuaram 89 veículos e removeram 74 deles, sendo 56 carros e 18 motocicletas, por irregularidades conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Os testes de alcoolemia geraram 101 Altos de Infração de Trânsito (AIT) referentes a: 20 motoristas flagrados conduzindo veículos sob efeito de álcool, 11 registros de pessoas conduzindo sem possuir CNH, 31 veículos sem registros ou não licenciados, 21 pessoas que se recusaram a passar pelo teste de alcoolemia e mais 18 ocorrências diversas.
Diante das irregularidades, foram recolhidos 34 documentos, dentre eles 31 Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e três Certificados de Registro e Licenciamentos de Veículos (CRLV).
A operação Lei Seca é uma ação integrada realizada pelo GGI, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em parceria com o Departamento de Trânsito (Detran-MT), Batalhão de Trânsito da PM, Delegacia de Delitos de Trânsito, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade Urbana (Semob) e polícia penal.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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