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Justiça Comunitária promove encontro anual para agentes comunitários

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A Coordenação Estadual da Justiça Comunitária, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, realizou, no fim de semana, o 2º Encontro Anual de Agentes Comunitários para a apresentação de resultados conquistados neste ano e para troca de experiência. O evento contou com a participação presencial de 60 agentes de Cuiabá e Várzea Grande, e de forma online de agentes de outras cidades.
 
De acordo com Evanildes Oliveira, organizadora do encontro, além da troca de experiência, os agentes tiveram a oportunidade de fazer relato das ações desenvolvidas em cada região das duas cidades. Os participantes também receberam treinamento de práticas de atendimento.
 
“É um momento que temos para aperfeiçoar a nossa movimentação nas comunidades”, disse Marilene dos Santos Aires, que há 14 anos atua como agente no Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá. Ela também é orientadora social de projeto desenvolvido pela Prefeitura da Capital naquela localidade.
 
Dionizia Maria Soares Cruz Vieira parabenizou a Justiça Comunitária pela iniciativa. “Ouvir os colegas é de extrema importância, porque aprendemos muito e, com isso, podemos melhorar nosso acolhimento”, frisou Dionizia, que é agente há três anos no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) São Mateus, em Várzea Grande.
 
Entre os resultados das ações promovidas em 2022, a Justiça Comunitária destacou a 15ª edição do Ribeirinho Cidadão e 4ª edição do Araguaia-Xingu. O 2º Encontro de Agentes Comunitários foi realizado de forma hibrida, com participantes presenciais, de Cuiabá e Várzea Grande, e virtuais, de outras Comarcas do Estado. A ideia, segundo Tatiane Guerra, assessora da Coordenação da Justiça Comunitária, é estruturar no ano que vem um encontro estadual com a presença de agentes de Mato Grosso.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: Foto 1: imagem colorida em formato horizontal do encontro, organizado pela servidora Evanildes Oliveira, que apresenta os resultados. Foto 2: Imagem colorida em formato horizontal da agente Marilene dos Santos.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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