MATO GROSSO

MT Escola de Teatro chega ao sétimo ano de atividades ininterruptas

Publicado em

O maior projeto de artes cênicas de Mato Grosso, a MT Escola de Teatro, chega a seu sétimo ano de atividades ininterruptas. Fundada em 2016 pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a escola oferece, de maneira gratuita, curso superior de Tecnologia em Teatro.

O polo de formação, que funciona no Cine Teatro Cuiabá, com gestão compartilhada entre a Secel, Associação Cultural Cena Onze e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), já habilitou uma centena de profissionais graduados que atuam tanto em Mato Grosso quanto fora do estado, nas áreas de teatro, cinema, televisão e docência.

Após a conclusão de quatro módulos de ensino (quatro semestres), o estudante recebe a formação de tecnólogo. Mas muito mais que um centro de formação em artes cênicas, a MT Escola de Teatro vai além de formação profissional, como explica Wender de Almeida Filho, um dos alunos do curso de Atuação.  

“A MT Escola de Teatro é muito mais que uma escola, tem carater terapêutico (risos). A metodologia é tão bem elaborada que paralelo às técnicas de artes cênicas, adquirimos a capacidade de compreender melhor a vida em sociedade. Passei a me reconhecer melhor e a lidar melhor com as pessoas, a conhecer o meu corpo e os corpos que me cercam. A dramaturgia do corpo trouxe ensinamentos para minha vida em sociedade. Eu posso afirmar, com absoluta certeza, que sou uma pessoa diferente da que ingressou, anos atrás”, relata Wender.

Leia Também:  Governo de MT investe mais de R$ 140 milhões para levar esporte e lazer à população de Cuiabá

Na graduação, o estudante escolhe uma das sete áreas de ênfase, podendo se especializar em: Atuação, Cenografia e Figurino, Direção, Dramaturgia, Iluminação, Sonoplastia e Produção Cultural. A instituição utiliza o sistema pedagógico desenvolvido pela Associação dos Artistas Amigos da Praça, que administra a SP Escola de Teatro, uma das maiores e mais conceituadas escolas de artes cênicas da América Latina.

“Na MT Escola de Teatro, o papel social das artes cênicas é ponderado em módulos que valorizam a emancipação criadora, o pensamento crítico e a confluência absoluta de talentos e poéticas, desviando-se da relação hierárquica as quais costumam estar presas as bases educacionais”, explica Flávio José Ferreira, coordenador da MT Escola de Teatro.

A MT Escola de Teatro oferece também cursos de extensão cultural. São gratuitos e de curta duração. A extensão mobiliza a população e os artistas interessados em aperfeiçoar ou ampliar seus conhecimentos teatrais, ao fazer a ponte entre estes e criadores e pensadores de outras áreas.

“O objetivo é suprir as demandas em formação e qualificação profissional para além dos sete cursos de graduação com conteúdo complementares e ministrantes de notório conhecimento”, destaca Flávio Ferreira.

Leia Também:  Projeto de enfrentamento à fome chega à aldeia indígena em Canarana

Sobre a literatura, instalado no primeiro andar do Cine Teatro Cuiabá, o acervo da Biblioteca Luiz Carlos Ribeiro é composto por coleções de apoio pedagógico, além de títulos da dramaturgia e a consulta a esse material é realizada pelos estudantes da MT Escola de Teatro.

A escola conta ainda com um acervo digital, o mesmo utilizado pela SP Escola de Teatro. Nessa coleção, estão disponíveis obras específicas do teatro e áreas afins.

“O teatro é um universo fascinante. Veio como uma oportunidade de conhecimento e de trabalhar com a arte, mas também me trouxe benefícios enquanto ser humano. Trabalhar em grupo fez com que eu superasse alguns medos e me trouxe confiança. Uma escola muito necessária para mim e para toda a sociedade mato-grossense”, conclui Wender.

Hoje a MT Escola de Teatro, além do polo Cuiabá, conta também com uma unidade em Cáceres. Atualmente, 50 pessoas estudam na capital e outras 40 em Cáceres. A formação dessas turmas está prevista para o final do primeiro semestre e em julho uma nova turma ingressará.

O início das aulas está previsto para 21 de março, no prédio do Cine Teatro Cuiabá, localizado na Avenida Presidente Getúlio Vargas. O curso é oferecido no período noturno, de segunda a sexta-feira.

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

Published

on

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  Agentes da Semob doam brinquedos para crianças e adolescentes no HMC e em escola do município

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Leia Também:  Eleições em Mato Grosso terão Central de Intérpretes de Libras pela primeira vez

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA