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Comissão aprova oito audiências públicas para debater a saúde em MT

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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, durante a 3ª reunião extraordinária de 2023, a realização de oito audiências públicas para o 2º semestre deste ano. 

Seis delas serão realizadas no mês de agosto, e duas no mês de setembro de 2023. 

Durante a reunião, os integrantes da comissão aprovaram os pareceres favoráveis de 18 projetos de lei que estavam na pauta para deliberação. Entre eles, o PL nº 518/2023, de autoria Valdir Barranco (PT), que institui o serviço de atendimento às urgências de saúde por meio do aplicativo “WhatsApp-192 SAMU na palma da mão”. Para aprová-lo, o relator Dr. João (MDB) rejeitou o PL nº 1109/2023 que foi apensado à matéria aprovada. 

Para a reunião desta terça-feira (4/7), estava programada a apresentação do relatório da visita técnica feita pela equipe da Comissão de Saúde ao Hospital Regional de Sorriso. Mas a divulgação dos documentos com os relatos encontrados na unidade de saúde ficou para o mês de agosto, quando retorna as atividades da comissão.  

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O deputado Paulo Araújo (PP), integrante da comissão, disse que acompanhou, em junho, a equipe técnica na Policlínica do Coxipó (Dr. José Eduardo Vaz Curvo), em Cuiabá. Segundo ele, a infraestrutura local é uma das piores de Mato Grosso. “A unidade de saúde não tem condições de continuar atendendo a população. O local passa por reformas há mais de dois anos. Isso é inconcebível”, afirmou Araújo.  

O parlamentar disse que a atual gestão não trata a saúde pública com prioridade, e por isso defende a intervenção do Estado na saúde de Cuiabá até o final do mandato de Emanuel Pinheiro, como prefeito de Cuiabá. “Há um rombo milionário nas contas da saúde pública de Cuiabá que precisa ser esclarecida”, alertou Araújo. 

Em relação às audiências públicas, a primeira acontecerá no dia 8 de agosto, às 9 horas, na sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Os integrantes que a compõem vão discutir com a sociedade civil a situação da saúde indígena em Mato Grosso. 

Outra audiência pública será realizada no dia 15 de agosto. Nesse dia, às 10 horas, na sala 202 da Assembleia Legislativa, a comissão vai debater o Plano Estadual de Saúde e Segurança dos Pacientes. Já no dia 17, às 14 horas, os deputados vão até o município de Sinop (Região do Teles Pires) para discutir a assistência hospitalar. 

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Nos municípios de Colíder e Alta Floresta, no dia 18, às 8 horas e às 18 horas, respectivamente, a comissão vai debater também a assistência hospitalar empreendida nas duas cidades. Já no dia 29, às 8 horas, na sala 202 da Assembleia Legislativa, os deputados vão debater os problemas de pacientes renais crônicos e a terapia renal substitutiva.  

Em setembro 

No dia 5, às 9 horas, a comissão realiza audiência pública, na sala 202 da AL, para debater as doenças socialmente determinadas: a hanseníase, a tuberculose, a IST (doença sexualmente transmissíveis), AIDS, HIV e a malária. O debate será na sede da Assembleia Legislativa. A última audiência pública marcada para o dia 19 de setembro, às 9 horas, a Comissão de Saúde vai debater a assistência às pessoas com dor crônica como fibromialgia, artrite reumáticas e outras enfermidades. 

Fonte: ALMT – MT

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Deputada Eliane Xunakalo classifica dispensa de servidores e fechamento de unidades do Samu, como desmonte da política de saúde

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A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), classificou como desmonte da política pública de saúde a dispensa de 56 servidores (técnicos de enfermagem, enfermeiros e condutores socorristas) e o fechamento de cinco das 12 unidades do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Cuiabá e Várzea Grande. Com isso, o serviço perdeu quase a metade de sua capacidade operacional e um quarto de seus servidores.

“O Samu é o primeiro serviço que nós, cidadãos, temos acesso, desde o parto a problemas de saúdes e acidentes. Não é um investimento tão alto, como o governo do estado afirma, porque o custeio é tripartite: 50% do Governo Federal, 25% dos estados e 25% dos municípios. Ao transferir o serviço para o Corpo de Bombeiros, cujo custeio é de responsabilidade exclusivamente estadual, terá que desembolsar ainda mais, por ser preciso contratar e treinar novos profissionais. Já tivemos experiências anteriores, que não atenderam às demandas”, afirmou.

“Como fica a população, especialmente a mais vulnerável? O gestor público precisa pensar em serviços fundamentais. É preciso olhar as contas antes de fazer cortes num serviço tão importante como o Samu. Teremos pela frente uma estiagem prevista para o segundo semestre deste ano, com alto risco de secas severas e calor extremo. Vamos precisar, e muito, dos serviços oferecidos pelo Samu”, completou a parlamentar.

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Eliane Xunakalo acrescentou que não só apoia como reforça a iniciativa de seu colega Lúdio Cabral (PT), a quem substitui por 30 dias, que enviou, no final de março, ofício ao Ministério Público Estadual pedindo para investigar as demissões e fechamento das bases do Samu pelo Governo do Estado. “É preciso que sejam tomadas medidas para assegurar a continuidade dos serviços prestados pelo Samu à população mato-grossense”, concluiu. (Por Jairo Pitolé)

Fonte: ALMT – MT

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