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Em acordo, indústria de laticínio doa R$ 10 mil em produtos para escolas

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A Promotoria de Justiça de Cotriguaçu (a 950km de Cuiabá) celebrou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com um laticínio de Juruena (a 895km da capital), no qual a indústria se comprometeu a doar R$ 10 mil em produtos como queijos, leites e outros derivados, a escolas do município, no prazo de 60 dias. O acordo, no qual a proprietária assume que causou poluição em níveis danosos à saúde humana, mediante o lançamento de resíduos líquidos em desacordo com as exigências, já foi cumprido e pôs fim ao inquérito policial em andamento para investigar o caso. 

No dia 4 de agosto, o promotor de Justiça substituto Cristiano de Miguel Felipini e equipe visitaram a Creche Municipal Jardim Encantado e fiscalizaram o cumprimento da obrigação decorrente do ANPP. Na oportunidade, atestaram a entrega de 10 caixas de queijos tipo muçarela, totalizando 50 quilos, em benefício da creche e de outras quatro unidades escolares: Centro de Educação Infantil Arco-Íris, Escola Municipal 7 de Maio, Escola Municipal 4 de Julho e Escola Municipal Guilherme Antônio Cortenez Crozetta. 

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“Em nome da Secretaria Municipal de Educação, agradeço ao Ministério Público pela colaboração e adoção de medidas que beneficiam o município e nossas escolas. Com certeza essa doação é de grande valia, vem em boa hora, e vamos poder incrementar a alimentação das crianças. A nutricionista já se encarregou de preparar um cardápio bem atrativo para elas”, afirmou a secretária Lorysa Rodrigues Barbosa de Natal.  
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Após recurso do MPMT, Justiça decreta perda de cargo de policial

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A Justiça acolheu os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), nesta segunda-feira (18), e reconheceu a perda do cargo público do policial civil Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves, condenado pelo Tribunal do Júri em Cuiabá.Os embargos foram opostos pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá e coordenador do Núcleo de Defesa da Vida da Capital, após a sentença proferida em plenário, na quinta-feira (14), não analisar expressamente os efeitos extrapenais da condenação, especialmente a possibilidade de perda do cargo público, prevista no artigo 92 do Código Penal.Na manifestação, o Ministério Público apontou omissão na decisão, destacando que o próprio réu afirmou, durante interrogatório, que atuava na condição de policial civil no momento dos fatos, o que indicaria possível abuso de poder ou violação de dever funcional. A instituição também ressaltou que a pena aplicada foi superior a um ano, requisito legal para a eventual decretação da perda da função pública.Ao analisar o pedido, o juiz da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros da Silva, reconheceu a existência da omissão e acolheu os embargos para complementar a sentença, sem alterar a condenação já fixada pelo Tribunal do Júri.Na decisão, o magistrado consignou que a perda do cargo não é automática e depende de fundamentação específica, mas entendeu que, no caso concreto, estão presentes os requisitos legais para sua aplicação.Conforme a sentença, ficou demonstrado que o réu vinculou sua conduta ao exercício da função policial, inclusive ao justificar que portava arma de fogo em razão do cargo e que tomou a arma da vítima sob o argumento de averiguação.O juiz também destacou que as provas produzidas em plenário, incluindo depoimentos e imagens, evidenciaram que o acusado estava armado, sob efeito de bebida alcoólica e inserido em uma situação de conflito, circunstâncias consideradas incompatíveis com os deveres do cargo público.A decisão aponta ainda que houve grave violação dos deveres funcionais, uma vez que o exercício da atividade policial exige equilíbrio, prudência e observância rigorosa da legalidade, requisitos que foram desrespeitados no episódio.Com o acolhimento dos embargos, a sentença foi complementada para declarar, como efeito da condenação, a perda do cargo público eventualmente exercido por Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves, mantendo-se os demais termos da decisão.O policial civil Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado pelo Tribunal do Júri pelo crime de homicídio culposo, pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz. O caso ocorreu no dia 27 de abril de 2023, por volta das 3h30, em uma conveniência localizada na rua Estevão de Mendonça, no bairro Quilombo, em Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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