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Estudantes participam de palestra sobre bullying e ciberbullying

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Estudantes da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, no município de São Félix do Araguaia, a 1.050 km de Cuiabá, participaram nesta segunda-feira (02) de um bate-papo com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso sobre bullying e ciberbullying. O tema foi abordado pelo promotor de Justiça substituto Rodrigo Silva.

Durante a palestra, o promotor de Justiça substituto explicou aos estudantes que a principal diferença do bullying para o ciberbullying está nos métodos e ferramentas utilizados pelo praticante. “Enquanto o bullying ocorre no mundo real, o ciberbullying ocorre no mundo virtual”, disse.

Ele chamou a atenção dos alunos para o fato de que os excessos nas brincadeiras entre colegas na escola, tidas por muitos como situações típicas da idade, representam uma face cruel para as vítimas das ofensas “Não se trata de uma brincadeira, mas de um grave problema social que deve ser conhecido e combatido”, ressaltou.

O promotor de Justiça substituto lembrou que o baixo rendimento escolar, alterações extremas de humor e ausência na escola podem ser sinais de que o estudante esteja sendo vítima de bullying. Entre as consequências, segundo ele, estão o distanciamento dos amigos, perda da confiança, depressão e insegurança.

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Para lidar com o bullying, Rodrigo Silva recomendou aos estudantes que mantenham a calma e não reajam de forma agressiva, pois isso pode piorar a situação. Além disso, destacou a importância de se buscar ajuda com alguém de confiança, da manutenção dos registros, da busca por apoio emocional e da realização de denúncias.

“A conscientização e o combate ao bullying perpassam o desenvolvimento do sentimento de empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro e imaginar seu sofrimento, pois cuidando-se uns dos outros, viveremos em um lugar mais gentil e acolhedor”, finalizou  Rodrigo Silva.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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