MATO GROSSO

Em dia de campo de café da Empaer, produtores apresentam evolução da cultura desde o plantio até a colheita

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Com assistência técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) desde 2021, na produção de café, os irmãos Fabricio Nunes de Almeida, Gilberto Nunes de Almeida e Elias Nunes de Almeida realizaram a primeira colheita este ano. O resultado do trabalho foi apresentado nessa terça-feira (31.10), no Dia de Campo “Cultura do Café – do plantio à colheita”, no Sítio Bom Jesus, localizado no P.A Japuranã, em Juara, na divisa com Nova Bandeirantes.

Gilberto destacou que o dia de campo foi ótimo e serviu para trocar experiências devido à presença de outros produtores da região. “Mostramos nossa produção e contamos a nossa história. Essa interação é a oportunidade de tirar dúvidas, mostrar os acertos e erros”, afirmou.

Os irmãos produzem juntos, porém, em áreas separadas, que totalizam três hectares. A primeira colheita rendeu 60 sacas beneficiadas.

Segundo Fabricio, todos ficaram contentes com o resultado e, por isso, dois deles irão aumentar a área de plantio. “Vamos plantar cerca de 1,5 mil pés de café. Acreditarmos ser uma aposta certa”, destacou.

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Para Elias, a assistência técnica da Empaer faz toda diferença. “Evitamos erros seguindo as orientações de forma correta. Fiquei surpreso com a produção, por isso, vamos investir na ampliação da área de produção”.

O dia de campo

Na programação, o técnico da Empaer Thiago Evandro Marim fez uma explanação completa sobre as técnicas validadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o preparo do solo, mudas clonais, plantio, tratos culturais, irrigação e colheita.

De acordo com o organizador do evento, o técnico da Empaer Igor Murilo Bumbieris Nogueira, o objetivo do evento foi fomentar o desenvolvimento da cafeicultura na região.

“Nosso trabalho na assistência técnica é promover a diversificação da fonte de renda junto aos agricultores familiares no município de Juara. São 10 famílias que estão produzindo café tipo clonal irrigado, sob acompanhamento da Empaer”.

Já o secretário municipal de Agronegócio, Rafael Semensato, destacou que o dia de campo atingiu a expectativa e está contente com o resultado. “São produtores que já cultivam café e os que têm interesse em conhecer a cultura e iniciar a atividade. A parceria da gestão municipal com a Empaer é baseada no coletivo. Só conseguimos atingir as metas, porque trabalhamos em conjunto. Espero que essa troca de saberes possa durar por muito tempo”, reforçou o gestor.

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O dia de campo contou com a parceria da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf); Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria do Agronegócio, e da Embrapa.

Participaram do evento representante da coordenadoria de Ater, da cadeia produtiva do café, além de técnicos e produtores dos municípios de Porto dos Gaúchos, Novo Horizonte do Norte, Juruena, Juína e Nova Bandeirantes.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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