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AL instala Frente Parlamentar da Família

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou a Frente Parlamentar da Família nesta segunda-feira (27), que terá como coordenador-geral o deputado Cláudio Ferreira (PL). De acordo com o parlamentar, o objetivo da criação dessa frente é trazer o tema família como protagonista na educação que é um direito de todos e dever do Estado. 

“Nós entendemos claramente a importância constitucional da família como base da sociedade. Reconhecemos o direito natural, que é o de nascer e de ter vida e é por meio de uma família que podemos educar e ser educados. Estamos defendendo as ideias que nós acreditamos e vamos discutir a importância da família em vários contextos, em especial da educação”, disse o deputado.

Valéria Varanda é professora da rede municipal de ensino há 15 anos e explicou sobre a importância da criação de uma Frente Parlamentar da Família para o aprendizado escolar.

“Trabalho com crianças que têm dificuldades de aprendizagem. A gente percebe que a maior das que têm déficit de aprendizagem são aquelas que não tem acompanhamento familiar e acabam tendo um contexto social bem crítico. Já os que tem pais presentes são mais desenvolvidas e melhores notas”, contou Valéria.

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A professa afirmou também que quando os pais participam efetivamente na educação escolar do filho, o professor consegue perceber a evolução da criança nos estudos. “Hoje a sociedade entende que o trabalho de educar é somente da escola e não só da família. Então a gente traz esse tema hoje que precisa urgentemente de um olhar não só da sociedade, mas também dos nossos deputados, nossos políticos, da família e dos professores”, declararam Valéria.

O professor da rede privada de ensino de Rondonópolis, Ademir Amaral, entende que é por meio de uma família estruturada e da imitação dos pais que os filhos se espelham. “Só assim poderemos ter uma sociedade mais próspera, mais coesa e justa”, declarou.

O deputado Gilberto Cattani (PL) participou da reunião e falou da importância da família na criação dos filhos. “Os pilares da sociedade estão elencados a família. Se você consegue interferir numa família, conseguirá interferir em toda uma nação. Isso é um fato na história da humanidade. Precisamos sim tratar esse tema dentro da Assembleia Legislativa, pois a família é um propósito Divino”, disse Cattani.

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Participaram do encontro professores da rede municipal e particular de ensino e autoridades. Fazem parte da Frente Parlamentar da Família os deputados; Dilmar Dal Bosco (União), Elizeu Nascimento (PL), Fábio Tardin (PSB), Francis Maris (PSDB), Janaina Riva (MDB), Juca do Guaraná (MDB), Max Russi (PSB), Reck Júnior , Valmir Miotto (MDB), Gilberto Cattani (PL), Beto Dois a Um (PSB) e Faissal Calil (Cidadania).


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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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