A integração entre as Secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Segurança Pública (Sema) tem sido eficaz nas ações de combate de crimes ambientais em Mato Grosso. Esta é a avaliação do general francês Bruno Maestracci, diretor do Departamento de Serviços de Incêndio e Salvamento da região de Seine e Marne, que faz parte da comitiva da França que visita o Estado nesta segunda-feira (29.01).
“Mato Grosso tem diversos tipos de biomas e técnicas diferentes de combate contra os incêndios florestais. É um estado com uma história muito rica que justamente proporciona essa integração dos diferentes serviços. Pudemos ver a eficácia dessa integração, algo que temos dificuldade na França. Estamos muito felizes de estarmos aqui porque aprendemos muitas coisas interessantes”, destaca o general.
Maestracci faz parte da comitiva francesa de segurança que visita Mato Grosso nesta semana para conhecer o trabalho realizado pelo Estado no combate de crimes ambientais. Fazem parte também da comitiva o general Bruno Ulliac, Chefe da Missão de Relações Europeias e Internacionais; coronel Vicente Tissier de Mallerais, referente em assuntos de Segurança Civil e de desminagem; delegado geral Charles Bolf, adido da Polícia da França no Brasil; e Flora Dagnat, assistente do adido.
A visita técnica teve início durante a manhã desta segunda-feira nas sedes da Sesp e Sema, onde a comitiva pôde entender o trabalho integrado entre as secretarias e conferir os resultados obtidos nos últimos anos para o combate de crimes ambientais.
“A tecnologia, sistema de informação e bases de dados são os pontos que nos mais chamaram atenção. Achamos interessante que esse banco de dados seja compartilhado com outras secretarias nessa luta de prevenção e combate aos crimes ambientais. Vimos que há muitas camadas para as ações de combate”, destaca o general.
Comandante-geral dos Bombeiros, coronel Alessandro Borges, explica que a visita da comitiva francesa é prova de que o trabalho feito por Mato Grosso no combate de incêndios florestais e preservação ambiental se tornou referência internacional nos últimos anos.
“O fato de estarmos aqui hoje compartilhando nossa experiência com os franceses é resultado dos investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso nos últimos anos. Nos tornamos referência nacional do que fazemos porque temos um Governo do Estado que apoia e fortalece o trabalho na ponta com equipamentos e viaturas essenciais para um trabalho eficiente”, pontua o comandante-geral dos Bombeiros.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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