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Mato Grosso realiza duas captações de múltiplos órgãos no mesmo dia

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A Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizou, nesta sexta-feira (28.06), dois processos de captação de múltiplos órgãos em Sinop e Rondonópolis. Com a autorização das famílias dos doadores, oito pacientes de cinco estados terão chance de vida.

A primeira captação foi realizada no Hospital Regional de Sinop com o apoio de equipes do Distrito Federal. O procedimento possibilitou a doação de um fígado e dois rins, que irão beneficiar três pacientes.

A segunda captação foi realizada na Santa Casa de Rondonópolis com o apoio de equipes do Rio de Janeiro. A captação permitiu a doação de um fígado, dois rins e duas córneas, que irão beneficiar mais cinco pacientes. As córneas foram retiradas pela equipe do Banco de Olhos de Cuiabá.

Os órgãos captados beneficiarão pacientes de Mato Grosso, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Goiás e Pará.

A ação foi coordenada pelas equipes do Estado de Mato Grosso e a logística para a execução dos procedimentos teve apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Força Tática de Rondonópolis.

Para o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o trabalho conjunto das equipes envolvidas foi fundamental na força-tarefa que permitiu que as duas captações ocorressem no mesmo dia.

“Parabenizo as equipes e profissionais que envidaram esforços para viabilizar duas captações praticamente simultâneas em Mato Grosso. Vemos a importância e a grandeza do Sistema Único de Saúde (SUS) desde o trabalho dos profissionais, que sensibilizam a família do potencial doador, até a conclusão do processo de doação. A SES investe na qualificação dos profissionais envolvidos na área do transplante, para que mais pessoas tenham a chance de sobreviver através de um gesto tão nobre”, disse o gestor.

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A SES investe na reestruturação da Central Estadual de Transplantes por meio da ampliação da equipe, implantação da comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante e capacitação dos profissionais médicos dos hospitais públicos e privados. Essas ações visam ao aumento do número de captações de órgãos no estado.

A secretária adjunta de Regulação da SES, Fabiana Bardi, destacou a atuação dos profissionais de saúde na sensibilização sobre a importância da doação de órgãos e ressaltou que seis captações já foram realizadas em Mato Grosso no ano de 2024.

“Já mediamos seis grandes captações neste ano e trabalhamos muito para desmistificar o transplante no ambiente hospitalar. Entendemos a importância do diálogo neste processo e por isso estamos investindo na criação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes dentro dos hospitais públicos e privados de Mato Grosso. Essas comissões são responsáveis pela entrevista familiar e pelas orientações quanto ao processo de doação”, afirmou Fabiana.

A coordenadora da Central Estadual de Transplante, Anita Ricarda da Silva, agradeceu as famílias doadoras e também os profissionais envolvidos.

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“Nós agradecemos e parabenizamos o empenho de todos os envolvidos em mais esta grande operação para captar órgãos em Mato Grosso. Às famílias doadoras, nossos mais profundos sentimentos de gratidão e respeito. Por meio desse nobre gesto, outras pessoas terão nova condição de vida”, finalizou.

Balanço

Em 2023, Mato Grosso realizou o total de sete captações de órgãos. As doações beneficiaram 17 pacientes de Mato Grosso, São Paulo, Pernambuco, do Acre, Paraná e Distrito Federal.

Nesse período, a Central Estadual de Transplante mediu a captação de 253 córneas para doação, desse total, 184 córneas foram captadas com apoio do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Pasta. O transplante proporcionou qualidade de vida a 219 pacientes do Estado que agora conseguem enxergar melhor.

Transplantes em Mato Grosso

Em Mato Grosso, são realizados os transplantes de córneas e tecidos. Os pacientes que precisam de transplante de outros órgãos são encaminhados pelo serviço de Tratamento Fora Domicílio para serem transplantados em outros Estados; os gastos com locomoção e a ajuda de custo para estadia e alimentação do paciente e acompanhante são pagos pela SES-MT.

O serviço de transplante de rim em Mato Grosso passa por uma reestruturação das unidades de referência. No momento, o Governo está em tratativas para retomar integralmente os serviços.

Fonte: Governo MT – MT

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A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

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Fonte: Política MT

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