Um agressor teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, nesta segunda-feira (23.09), suspeito de agredir a mulher até deixá-la deficiente e continuar a ameaçá-la mesmo diante das medidas protetivas de urgência
O investigado foi indiciado em inquérito policial pelo crime de lesão corporal no âmbito da violência doméstica e teve o mandado de prisão decretado pelos crimes de ameaça e descumprimento reiterado de medidas protetivas.
Além de agredir severamente sua ex-companheira, ao ponto da vítima tornar-se deficiente e perder parte dos dentes em razão das agressões, o suspeito continuava a ameaçar a vítima, mesmo com as medidas protetivas que o impediam de comunicar com ela.
Dentre as diversas ameaças, o suspeito enviou um áudio para vítima a ameaçando de morte e dizendo que não daria 30 facadas, mas sim 30 minutos de facadas.
Diante da gravidade do caso, a delegada Vanessa Aguiar da Cunha Garcez representou pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça e cumprido pelos policiais da DEDM Cuiabá.
Após ter a ordem judicial cumprida, o preso foi encaminhado para a delegacia para as providências cabíveis e posteriormente colocado à disposição da Justiça.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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