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Dr. João cobra solução para falta de medicamentos e insumos no Hospital Regional de Cáceres

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dr. João (MDB), e a deputada Janaína Riva (MDB) se reuniram com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) na quinta-feira (13), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, para cobrar soluções urgentes para a falta de medicamentos e insumos no Hospital Regional de Cáceres. O encontro também teve a presença de vereadores de Cáceres e do vice-prefeito Luiz Landim, que relataram a gravidade da situação no hospital, que atende toda a região.

A pauta inicial da reunião seria a implantação do serviço de hemodinâmica, um pedido antigo dos vereadores de Cáceres. No entanto, diante da crise de desabastecimento de medicamentos básicos, como anestésicos, adrenalina e até dipirona, a prioridade foi direcionada para a saúde básica.

O deputado Dr. João destacou a urgência de resolver os problemas do Hospital Regional de Cáceres. “Não podemos aceitar que um hospital que atende uma região inteira fique sem medicamentos básicos e insumos essenciais. Isso coloca vidas em risco e mostra a necessidade de uma ação imediata do governo do estado”, afirmou o parlamentar.

A deputada Janaína Riva expressou sua preocupação com a situação. “Fiquei surpresa e assustada com as reclamações. A saúde do estado está pedindo socorro. Imagina faltar dipirona, fio para sutura ou medicamentos de emergência? É um cenário de total desespero. Conversamos com o Dr. João, que já havia se disponibilizado para ajudar, e estamos unidos para resolver essa crise”, disse Janaína.

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A vereadora Elis Enfermeira (PL), presente na reunião, destacou que a situação no Hospital São Luiz, em Cáceres, é crítica. “Estamos enfrentando problemas gravíssimos. O hospital está sem fonoaudiólogo, e os recém-nascidos não estão fazendo o teste da orelhinha. É inadmissível que faltem recursos tão básicos”, afirmou.

O vereador Flávio Negação (MDB), presidente da Câmara Municipal de Cáceres, reforçou a gravidade da situação. “Nosso hospital regional está superlotado e enfrenta uma crise sem precedentes. A falta de medicamentos e insumos está prejudicando o atendimento à população e precisamos de ações urgentes para reverter esse quadro”.

A Secretaria de Estado de Saúde, representada pelos secretários adjuntos Kelluby de Oliveira e Juliano Melo, explicou que a crise no Hospital Regional de Cáceres está relacionada a uma operação de ajuste na gestão da unidade.

“Houve uma suspensão de pagamentos por determinação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e precisamos fazer um levantamento completo dos processos. Encontramos empresas com cotações de serviços datadas de 2017 e equipes insuficientes para atuar no local. Estamos trabalhando para resolver essas questões e cremos que não teremos mais estes problemas”, explicou Juliano.

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A SES também afirmou que a pausa na compra de medicamentos foi necessária para ajustar a qualidade das aquisições. “Infelizmente, houve um problema temporário, mas o pior já passou. Estamos trabalhando para garantir que isso não se repita”, completou Kelluby.

O vice-governador Otaviano Pivetta reconheceu a gravidade da situação e se comprometeu a agilizar as soluções. “É triste recebermos a notícia de que faltaram medicamentos essenciais. O pior já passou, mas precisamos mudar a burocracia que impede a agilidade nas compras e no atendimento à população. Vamos trabalhar para garantir que isso não aconteça novamente”, afirmou Pivetta.

O deputado Dr. João reforçou que continuará acompanhando de perto a situação do Hospital Regional de Cáceres. “Reconhecemos o bom trabalho que o governador Mauro Mendes (União) e o vice-governador Otaviano Pivetta estão fazendo na Saúde e agradeço pela agilidade em nos atender para resolver o problema”, finalizou o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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