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Espetáculo “Inocentes Pétalas Roubadas” emociona alunos

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O projeto “Prevenção Começa na Escola” passou pela cidade de Porto dos Gaúchos (671 km de Cuiabá) nesta quinta-feira (10), com a apresentação do espetáculo “Inocentes Pétalas Roubadas” para uma plateia repleta de alunos da rede pública de ensino na Escola Municipal Cívico Militar Gustavo Adolfo Wilke.Iniciativa da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e coordenado pelo procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, o projeto busca a prevenção, conscientização e o combate ao abuso sexual infantil, bullying e proteção ao patrimônio público escolar.O promotor de Justiça Rodrigo da Silva, que acompanhou a etapa do projeto no município, ressaltou a importância do espetáculo nessa interação com os estudantes: “Maravilhosa. Muito emocionante ver a reação e participação das crianças”.Ainda como parte do cronograma da terceira etapa, o projeto passará nesta sexta-feira (11) em Tabaporã. Na próxima semana, terá início a quarta etapa, que passará pelas cidades de Porto Alegre do Norte (15) e São José do Xingu (16). As últimas apresentações de abril serão realizadas em Ribeirão Cascalheira (22), Canarana (23), Campinápolis (24) e Novo São Joaquim (25).O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado lembra que em cada etapa é perceptível a importância da iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso em dialogar com a sociedade, principalmente com crianças e adolescentes sobre temas tão sensíveis. “Eu fico satisfeito em perceber que, de um lado, estamos contribuindo para o esclarecimento, a orientação e a prevenção, e triste porque ainda, infelizmente, o ser humano continua praticando abuso sexual contra a criança e adolescente, e o Ministério Público não pode se calar, não podemos descansar. Precisamos estar atentos o tempo todo, enfrentando esse mal que atinge as crianças e adolescentes”.Desde 2018, o projeto Prevenção Começa na Escola já apresentou a peça “Inocentes Pétalas Roubadas” em 65 municípios de Mato Grosso, cerca de 300 vezes, beneficiando mais de 100 mil alunos. Neste ano, 16 municípios serão visitados pelo projeto.A montagem atual da peça “Inocentes Pétalas Roubadas” conta com Maicon D’Paula, diretor da Cia. Vostraz, e os atores Jorge Fernandez, Safiri Viscony e Fernanda Acosta.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

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Foto: Reprodução.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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