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MPMT dá início à 2ª turma do Projeto Reconstruindo Sonhos

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizou, na quarta-feira (07), o encontro de abertura da 2ª turma do Projeto Reconstruindo Sonhos, na cadeia pública de Porto Alegre do Norte (1125 km de Cuiabá). A iniciativa visa promover a reinserção social de reeducandos por meio da qualificação profissional e valorização pessoal.Nesta nova etapa, dez reeducandos iniciaram o curso de agente de políticas sociais, desenvolvido em parceria com o projeto Capacita em Rede. Além disso, outros cursos serão ofertados ao longo do ano em cooperação com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai –MT).Durante o evento, promotor de Justiça da 2ª Promotoria Cível de Porto Alegre do Norte, Brício Britzke, ressaltou a importância da iniciativa e da colaboração dos parceiros. “Nada disso seria possível sem o envolvimento e a dedicação de tantos parceiros — servidores do sistema prisional, educadores, psicólogos, instituições formadoras, além de diversas entidades da sociedade civil organizada. Cada um tem um papel essencial nessa construção”.Participaram da cerimônia de abertura autoridades e representantes de diversas instituições parceiras, entre eles: Claudio Kanela, presidente do Conselho da Comunidade de Execução Penal (CONCEP) de Porto Alegre do Norte; Dom Lucio Nicoletto, bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia; Marco Antônio Galo, diretor do polo da União das Faculdades Católicas e do Instituto Tectônico Católico; Junior Gomes dos Santos, presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre do Norte; Carlos Tomazetto, prefeito do município; Bruno Gomes Borges, delegado regional da Polícia Civil; Geraldo Vendramini Furtado do Amaral, defensor público; Caio Almeida Neves Martins, juiz titular da 3ª Vara Criminal.Reconstruindo Sonhos – criado em setembro de 2021, o projeto é desenvolvido em duas etapas. Na primeira, chamada de “Ampliação do sentido da vida”, são realizados 12 encontros semanais presenciais dentro das unidades, nos quais são abordados com os participantes temas como valores, humanização e espiritualidade, relações interpessoais, família, comunicação, trabalho, perspectiva de futuro, planejamento, entre outros. Terminada essa fase, ele segue com a oferta de cursos profissionalizantes, etapa chamada de “qualificação profissional”.
O Reconstruindo Sonhos conta com parceria do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Fundação Nova Chance (Funac), Instituto Ação Pela Paz e Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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TAC firmado pelo MPMT garante moradia segura a famílias em área de risco

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Poconé (a 100 km de Cuiabá) celebrou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir moradia segura a 13 famílias que viviam em área de risco geotécnico próxima a uma cava de mineração desativada. O acordo foi celebrado com o Município, a Defensoria Pública e empresas do setor de mineração, com apoio da Câmara Municipal e da Cooperativa de Desenvolvimentos Minerais de Poconé Ltda. (Cooper Poconé). Articulado pelo promotor de Justiça Mário Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, o TAC tem como principal objetivo preservar a vida, a integridade física e o direito à moradia dos cidadãos afetados. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) teve início após denúncia encaminhada à Ouvidoria, relatando rachaduras, afundamentos de solo e o comprometimento estrutural de residências localizadas na Avenida Porto Alegre, em Poconé. Diante dos fatos, foi instaurado um inquérito civil com a requisição de vistorias e laudos técnicos à Agência Nacional de Mineração (ANM), à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e à Defesa Civil Estadual. As investigações confirmaram que 13 residências apresentavam sérios danos estruturais e risco de colapso. Conforme os laudos produzidos pela ANM, Defesa Civil do Estado de Mato Grosso e Cooper Poconé, os problemas foram ocasionados por atividades clandestinas de mineração realizadas por “filãozeiros”, que promoveram escavações irregulares para extração de ouro. Em algumas residências foram identificados túneis subterrâneos decorrentes dessas atividades, aumentando significativamente o risco para os moradores. O acordo prevê a remoção assistida das famílias residentes na área de risco, bem como o pagamento de auxílio-moradia temporário, na modalidade de aluguel social, até a conclusão de novas unidades habitacionais. A construção de 13 casas será viabilizada por meio de parceria entre o Município de Poconé e empresas de mineração participantes do TAC. Também ficou estabelecido que a empresa de mineração realizará o tamponamento da cava localizada nas proximidades do Parque Temático Beri Poconé, com apoio da Cooper Poconé. Após a recuperação e revitalização da área, o espaço será destinado ao Município de Poconé para utilização pública futura. O TAC estabelece ainda a adoção de medidas preventivas para verificar a existência de outros pontos de risco na região. A Prefeitura de Poconé, por intermédio da Defesa Civil e de profissionais da engenharia, realizará avaliação estrutural das residências localizadas nas adjacências da cava. Paralelamente, a Cooper Poconé promoverá estudos geológicos das vias públicas e dos terrenos da área para identificar eventuais situações de instabilidade do solo e riscos adicionais à população. O descumprimento das obrigações assumidas no acordo poderá resultar na aplicação de multa diária de até R$ 5 mil, conforme previsto nas cláusulas pactuadas entre as partes. Para o promotor de Justiça Mário Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, “a solução consensual prioriza a proteção da vida e da segurança da população, assegurando resposta rápida às famílias afetadas e contribuindo para a mitigação dos impactos socioambientais decorrentes da ocupação urbana em área de risco”. Após o cumprimento integral das obrigações pactuadas, o procedimento foi arquivado e encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público para homologação.Foto: Google maps.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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