Uma operação de fiscalização da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz MT) resultou na apreensão de uma carga irregular de confecções e outros itens, avaliada em cerca de R$ 330 mil. As mercadorias estavam em um caminhão, escondidas entre bobinas de aço galvalume, em uma tentativa de enganar o fisco estadual e sonegar impostos.
O veículo foi interceptado no posto fiscal Correntes, localizado na divisa com Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira (13.6).
Durante a abordagem, os fiscais estaduais verificaram que a carga de bobinas estava acompanhada de nota fiscal, aparentando estar legal. Porém, na conferência física, procedimento de rotina da fiscalização de trânsito, foram encontradas caixas escondidas que continham roupas, perfumes, óculos de grau e tapetes veiculares. Ao total, haviam mil itens, todos desacompanhados de documentação fiscal.
Diante da irregularidade, a Sefaz lavrou um Termo de Apreensão e Depósito (TAD), correspondente ao imposto devido e à multa aplicada pela infração fiscal constatada.
A Secretaria de Fazenda orienta que o transporte de mercadorias deve ser realizado com a devida documentação fiscal, pois a ausência ou apresentação de documentos inidôneos configura crime contra a ordem tributária.
Além de serem autuadas, as empresas identificadas como possíveis responsáveis pela irregularidade e sonegação fiscal também são submetidas, posteriormente, a ações de auditoria.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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