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Assembleia fortalece debate sobre inovação e modernização tecnológica em Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso deu início às atividades da Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação (FPTI), que realizou sua primeira reunião ordinária na última quinta-feira (26), na sala professora Sarita Baracat. O encontro teve como objetivo discutir experiências e práticas desenvolvidas na área de tecnologia e inovação, além de identificar eventuais lacunas legislativas e avaliar a necessidade de novas regulamentações ou adaptações que contribuam para o fortalecimento de estratégias voltadas à modernização e ao avanço tecnológico do Estado. A coordenação da FPTI está sob responsabilidade do deputado Chico Guarnieri (PRD).

Com foco na discussão de experiências, práticas e desafios ligados à área de tecnologia e inovação, a Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação (FPTI) realizou sua primeira reunião ordinária nesta quinta-feira (26), na sala professora Sarita Baracat, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Durante o encontro, também foram abordadas possíveis lacunas legislativas e a necessidade de novas regulamentações que contribuam para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à modernização do Estado. A FPTI é coordenada pelo deputado Chico Guarnieri (PRD).

Instituída pelo Ato nº 22/2025, a Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação conta ainda com a participação dos deputados Beto Dois a Um (União), Diego Guimarães (Republicanos), Elizeu Nascimento (PL), Fábio Tardin (PSB) e Júlio José de Campos (União).

Segundo o coordenador da Frente, deputado Chico Guarnieri, o colegiado busca atuar em articulação com órgãos dos Poderes Executivo, além de entidades ligadas ao setor de tecnologia e inovação. “A proposta é promover um debate amplo e qualificado, com o objetivo de discutir, sugerir e definir leis, regulamentações e políticas capazes de impulsionar a transformação positiva da realidade socioeconômica”, afirmou.

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Foto: Luciano Campbell/ALMT

A primeira reunião contou com a participação de representantes de instituições estratégicas ligadas à tecnologia e inovação. Estiveram presentes o investigador Fábio Arruda Góes Ferreira, coordenador de Tecnologia e Inovação da Polícia Judiciária Civil (PJC); o professor Rogério Alexandre Nunes, coordenador do Parque Tecnológico de Mato Grosso; Eduardo José Oenning, diretor político-pedagógico da Unemat de Barra do Bugres); e Daniel Roque Sagin, presidente da Comissão de Inteligência Artificial, Tecnologia e Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Chico Guarnieri, depois dos debates e encaminhamentos, fez um agradecimento aos presentes e fez questão de registrar a participação da professora Deborah Camacho, presidente da Comissão da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e coordenadora da turma de direito que integra a Frente Parlamentar, e do professor assistente Dimas Simões Franco Neto.

Aula de Introdução ao Processo Legislativo – Antes da reunião, a Frente Parlamentar de Tecnologia promoveu uma aula introdutória sobre o processo legislativo para um grupo de 16 estudantes do curso de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A atividade foi realizada na Escola do Legislativo e ministrada pelo consultor legislativo Gabriel Lucas Scarcini Barros, que abordou temas como as funções do Poder Legislativo, o funcionamento das comissões permanentes e temporárias, os princípios e conceitos que regem o processo legislativo, além da composição das bancadas e blocos parlamentares.

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Deborah Camacho, coordenadora do grupo de alunos da Unemat, destacou a iniciativa da Frente Parlamentar. “Pensar o processo legislativo motiva e muito os estudantes. Essa integração que a Assembleia faz mostra o aspecto participativo…os alunos já começam a pensar essa temática. Motiva o estudante a querer participar do processo legislativo como um todo”, observou a coordenadora.

O universitário Déric Diogo Guedes, que cursa o 9º ano de Direito na Unemat. “Estamos estudando com a Frente, acredito que a faculdade vai poder contribuir com um produto de qualidade para a Assembleia Legislativa. É uma oportunidade ímpar. É uma Frente Parlamentar de relevância, muito importante para o futuro da tecnologia e inovação em Mato Grosso”.

O deputado Chico Guarnieri (PRD) falou da expectativa com os trabalhos da Frente Parlamentar e argumentou que “esse foi o primeiro passo do nosso trabalho que, certamente, trará muitos frutos para a nossa sociedade”.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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