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ALMT realiza sessão especial para homenagens e entrega de honrarias

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Foto: Helder Faria

Em sessão solene realizada na noite desta terça-feira (22), a Assembleia Legislativa do Mato Grosso (ALMT) fez a entrega de honrarias a entidades e personalidades das mais diversas áreas de atuação, que contribuem para o desenvolvimento do Estado. Conduzida pelo deputado Gilberto Cattani (PL), a solenidade homenageou 42 pessoas com entrega de títulos de cidadão mato-grossense e Moção de Aplauso, além de comendas e medalhas.

A maior parte dos homenageados foram agraciados com título de cidadão mato-grossense, concedido a pessoas que nasceram fora do estado, mas que prestaram relevantes contribuições a Mato Grosso. Para Cattani a honraria busca reconhecer o esforço dessas pessoas que aqui se estabeleceram. “A população de Mato Grosso é uma miscigenação de raças de diversas regiões do país, então essa homenagem representa o reconhecimento da importância dessas personalidades que acreditaram no estado”, afirmou.  “Muitos vieram para cá para sofrer e fazer do Mato Grosso o que ele é hoje, mas tiveram sua recompensa tanto na vida pessoal como no desenvolvimento de toda essa região”, destacou o parlamentar.

Dentre os homenageados, está o goiano Luiz Divino Silva, um dos fundadores do município de Nova Mutum que recebeu a medalha Lenine Póvoas de Honra ao Mérito Cultural, pela fundação da Orquestra Jovem. “É uma satisfação para mim e minha família receber essa homenagem”, fala com orgulho. “Cheguei à região, em 85 e quando você chega numa cidade que não tem nada, acaba participando de diversas iniciativas que contribuem com a qualidade de vida da população. A orquestra é um desses projetos que ajudei a concretizar e hoje atende quatrocentos alunos “, completou.

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Ainda na área social, a coordenadora da Pastoral da Criança, Kety Casanova, recebeu Moção de Congratulação pelo trabalho realizado junto às famílias em situação de vulnerabilidade. “Há trinta anos a pastoral está no município e atende crianças de zero a seis anos e acompanha os cuidados com alimentação e acompanhamento do desenvolvimento nessa primeira infância”, relata a coordenadora. “O reconhecimento de hoje destaca o trabalho que hoje impacta na vida de 200 famílias acompanhadas pela pastoral”, afirma a coordenadora.

Um dos agraciados com a Moção de Aplauso foi o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER). Para o coordenador da unidade, tenente-coronel Ernesto Xavier de Lima Júnior, a homenagem destaca a importância do Ciopaer hoje, não só na segurança pública, mas também em ações de salvamento, combate a incêndio e desmatamento e em especial na área da saúde. “Além do socorro para transportar pacientes que precisam de atendimento imediato, como nos casos de transplante. O Ciopaer foi fundamental na distribuição de vacinas contra Covid, para as cidades do interior”, destaca o Lima. “A unidade fez o transporte de mais 4 milhões de doses para todo estado”, complementou.

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A Moção de Aplauso também foi entregue ao presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Ribeiro, pela importância do setor para a economia do estado. “É um orgulho ser reconhecido pela importância que a entidade traz nos seus 52 anos de existência”, comemora. “Se fosse um país, Mato Grosso seria um dos maiores exportadores de carne do mundo”, destacou o presidente. “Isso é motivo de orgulho muito grande, mas também pagamos penas muito grande pelo excesso de produção, porque o mercado interno hoje não está absorvendo a nossa carne”, afirmou. Segundo ele, a demanda externa é muito boa, mas a maior dificuldade atualmente com o mercado interno se dá pelo contexto econômico e situação política.

Fonte: ALMT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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