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ALMT homenageia estudante de Barra do Bugres pelo destaque no Parlamento Juvenil do Mercosul

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou a estudante Wellita Caroline de Almeida Martins, de 17 anos, natural de Barra do Bugres, em reconhecimento à sua participação no Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM), edição 2024-2026. A indicação foi feita pelo deputado estadual Chico Guarnieri (PRD), que apresentou uma moção de aplausos à jovem e a outros cinco estudantes da rede estadual de ensino, todos selecionados para representar o Estado de Mato Grosso na etapa internacional do programa. A entrega da honraria ocorreu na última quarta-feira (2).

O deputado destacou a importância do envolvimento da juventude nas questões políticas. “É fundamental que os jovens compreendam o funcionamento das instituições, seja no nível municipal, estadual ou federal. A política está presente no cotidiano e estar informado sobre ela é um passo essencial para a formação de cidadãos conscientes”, afirmou.

Wellita é estudante do 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Júlio Muller e se inscreveu no programa com um projeto que propõe a implantação de viveiros nas escolas públicas, visando o reflorestamento de áreas degradadas por incêndios e desmatamento ilegal no município. A iniciativa busca transformar a cidade em um ambiente mais arborizado e sustentável, promovendo a recuperação do meio ambiente e gerando impactos positivos no clima local. Além disso, a proposta contribui para a melhoria da qualidade de vida da população, ao proporcionar um entorno mais saudável e equilibrado.

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“É uma responsabilidade, mas também uma grande alegria ter sido escolhida para levar o nome do nosso estado para a próxima etapa. Quero aprender muito e poder contribuir com propostas reais. Essa oportunidade é um passo importante para mim”, disse a jovem.

O deputado Chico Guarnieri parabenizou a estudante pela conquista e a encorajou a continuar sua trajetória de engajamento político. “Espero que esta seja a porta de entrada para uma nova fase em sua vida, quem sabe, um dia, representando nossa cidade e nosso estado aqui na Assembleia Legislativa ou até mesmo no cenário político nacional. Parabéns, Wellita, por sua conquista e muito sucesso. Estamos muito bem representados!”, concluiu.

A etapa internacional 2025 do PJM ocorrerá entre os dias 11 e 15 de agosto, em Foz do Iguaçu, no Brasil, e contará com a participação de estudantes representantes das províncias, departamentos ou estados dos países membros do Mercosul. O tema desta edição é “A integração regional e as mudanças climáticas”.

O Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) – é uma iniciativa do Setor Educacional do Mercosul (SEM), que oferece aos jovens estudantes das redes públicas dos países membros e associados do bloco um espaço de encontro e diálogo, promovendo o protagonismo juvenil na elaboração de propostas sobre temáticas de interesse comum. Através dessa plataforma, os participantes aprendem sobre o funcionamento do Mercosul, suas instâncias e o processo de construção de consenso para a proposição de soluções a desafios compartilhados.

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Além de ampliar seus conhecimentos sobre a integração regional, os estudantes vivenciam o funcionamento das instituições democráticas, participando de debates que fortalecem sua capacidade de expressar ideias. O programa também desenvolve habilidades de reflexão crítica, essenciais para a formulação de propostas que atendam às necessidades e expectativas da sociedade que vivem.

Além de Wellida , os estudantes da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso que foram selecionados para o Parlamento Juvenil do Mercosul e receberam moção de aplauso são:

Giovane Prisco Rodrigues Pontes, da escola Cora Coralina, de Comodoro;

João Manoel Bolognani Silva, da escola Mário Spinelli, de Sorriso;

Mikaelly Pereira Gomes, da escola Militar Tiradentes, de Nova Xavantina;

Yasmim Gomes Evangelista, da escola Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Nova Xavantina.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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