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Leniência na gestão e preservação do Patrimônio Público

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A dinâmica da sociedade na atualidade, requer o aprimoramento permanente do conhecimento de gestores, parlamentares, magistrados, integrantes de órgãos de controle e servidores da administração pública em geral, visando a atualização dos meios para se alcançar a eficiência no gerenciamento do Patrimônio Público, conectada com os princípios da administração inseridos na Constituição da República. Mas, para que resultados efetivamente diferenciados sejam alcançados, é preponderante a conscientização da sociedade para o escopo coletivo de preservação patrimonial, mediante ações proativas nesse sentido, em todos os setores do cotidiano.
Não há como admitir a leniência gerencial do setor, pois, é indispensável a sintonia dos avanços proporcionados pela modernidade tecnológica com os Princípios da Administração e as normas de regência da matéria. A modernização tecnológica, relacionada aos meios para facilitar o trabalho desencadeado, não prescinde da evolução sistêmica dos métodos para o alcance dos verdadeiros interesses da comunidade.
As manifestações de gestores, lideranças, autoridades e da comunidade em geral sobre determinado tema, em uma perspectividade construtiva, impactam, positivamente no avanço do conhecimento da matéria e no propósito de legar ao futuro, subsídios eficientes para uma vida cada vez mais justa. A proatividade, sintonizada com as definições normativas, sobretudo pelas organizações públicas, sinaliza que o propósito está focado na mudança de paradigmas para atingir a integridade do escopo delineado, além da busca de eficiência na atuação repressiva para reparação das desconformidades constatadas.
De outra banda, porém, com reflexos direto no objetivo mencionado, o crescimento e evolução social nas últimas décadas, disseminando os critérios de qualidade que indistintamente, impactam em toda coletividade, evidenciam que a atuação repressiva não é suficiente para alcançar a almejada eficiência plena, pois, os avanços disponibilizados são incorporados, também, pelos que insistem em atuação desconforme, dissociada do propósito de construção de uma sociedade cada dia mais justa.
Por isso, é importante buscar resultados que impactem na consolidação da comunidade com base nas disposições definidas por ela mesma, reduzindo a leniência na padronização de métodos sintonizados com a realidade em relação à preservação patrimonial. Ou seja, o respaldo coletivo para a adoção de ações positivas em relação à matéria, precisa ser solidificado tecnicamente, sem descuidar da eficiência que é inserida na Constituição da República como princípio da administração pública.
No tema Preservação do Patrimônio Público que é infinitamente superior a atuação repressiva pela prática de atos de improbidade administrativa, o conhecimento e repercussão dos conteúdos voltados à prevenção e conscientização são preponderantes. Por isso, é importante conhecer como esses pontos são priorizados pelas gestões, porém, até mesmo para esses questionamentos é preciso adotar caminhos diferentes das regras tradicionais da atuação, inserindo-se rotineiramente, nas alternativas resolutivas para eventuais desconformidades. Ou seja, as desconformidades impactam em todos e não apenas naqueles incumbidos de repreende-las, sendo importante projetar as consequências da situação na coletividade.
Em questões afetas diretamente à administração, é fundamental questionar sobre a gestão e fiscalização do patrimônio público; capacitação dos integrantes; vigilância eletrônica para inibir depredação patrimonial e segurança patrimonial, dentre outros temas de relevância, almejando sempre a melhoria da vida em sociedade.
Além da eficiência administrativa, preponderante para o escopo almejado, é importante, também, que as regras do Patrimônio Público integrem o conteúdo educacional formal e informal, nessa perspectiva construtiva que estamos relatando e seja adotado como rotina nas discussões comunitárias, a respeito da vida em sociedade. De certo modo, isso também é eficiência na condução da matéria, pois, permite a padronização das ações sociais voltadas ao patrimônio público que serão incorporadas, gradativamente, na rotina das pessoas e prestar-se-ão como pressuposto para o exercício de qualquer função relacionada à questão pública.
Se é difícil priorizar nas políticas públicas, a gestão patrimonial na perspectiva construtiva, o mínimo que se espera é que haja a preocupação permanente em inviabilizar, com o uso dos meios técnicos disponíveis na atualidade, as iniciativas que desrespeitem as regras consolidadas, ao longo dos anos, como indispensáveis para a supremacia do interesse público, despiciendo da categoria ou segmento político ostentado. Em verdade, nota-se acentuada incompetência gerencial em relação à matéria que requer, necessariamente, a sua interpretação histórica; o aprimoramento das iniciativas para conservação patrimonial e o desencadeamento de medidas planejadas para preservá-lo em curto, médio e longo prazos.
Mas para a mudança desse paradigma é preciso, também, a adequação para incentivar, de forma rotineira, a adoção dos meios admitidos como pertinentes para se alcançar os resultados almejados.
Não há como atingir esse desiderato, se o patrimônio público não compor a rotina da comunidade e integrar a imperiosa necessidade dos gestores da administração pública se capacitarem para o efetivo exercício das tarefas de sua preservação e da sociedade em geral superar a leniência em relação ao tema.
O cenário de preservação patrimonial requer, sobretudo, aprimoramento dos conceitos e da efetivação da fiscalização sobre as normalidades das ações comunitárias, conectando os atos de gestão com os princípios básicos que norteiam a vida social. Despiciendo da terceirização das iniciativas em geral, a fiscalização centrada em resultados é preponderante.
Logicamente que a exposição das desconformidades deve integrar a pauta com a sociedade, em todos os cenários. Mas é preponderante que haja uma conexão arrojada da gestão com a realidade enfrentada, pois, não há como deixar de alinhar as propostas com o verdadeiro escopo de preservação da comunidade, em curto, médio e longo prazos.
Em resumo, mudança de paradigma requer, sobretudo, capacitação para alcançar esse desiderato, porquanto a sociedade em geral não pode ficar adstrita apenas à propagação de incoerências, quando na busca de um serviço público, constate sinais de desconformidades. É importante a análise permanente da regularidade e da capacidade gerencial da matéria e, sobretudo, a interação a respeito do conteúdo temático e do planejamento para torná-lo efetivamente eficaz para a sociedade que cresce substancialmente, exigindo evolução dos paradigmas para se evitar o crescimento das desconformidades.

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Edmilson da Costa Pereira é procurador de Justiça em Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já

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Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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