O programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), já conta com a adesão de 128 municípios e 14.500 câmeras em funcionamento, integradas ao circuito de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).
Segundo números da Sesp, são 13.600 câmeras dos modelos fixos e speed domes, além de 950 OCRs, que permitem a leitura de placas de veículos.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, afirmou que o Vigia Mais MT é um programa estratégico do Governo de Mato Grosso, criado para integrar a atuação das forças de segurança com o uso de tecnologia no combate à criminalidade.
“Em pouco mais de dois anos de execução, o programa já apresenta resultados expressivos. O Vigia Mais MT é pensado para dar suporte às forças de segurança. Por meio da tecnologia, estamos construindo uma muralha digital em Mato Grosso, e nosso objetivo é alcançar todos os 142 municípios do Estado. O videomonitoramento é essencial, pois, com as câmeras, conseguimos rastrear veículos roubados, flagrar ações criminosas e, inclusive, prender foragidos da Justiça que circulam pelas cidades e dar suporte à elucidação de crimes. Os números comprovam a eficiência do programa, e nossa meta é reprimir a criminalidade cada vez mais”, destacou.
Criado para aliar tecnologia às ações de segurança pública, o programa previa, inicialmente, a entrega de 15 mil câmeras para os 142 municípios de Mato Grosso, além de outros entes públicos e privados que manifestassem interesse em se tornar parceiros do Estado no monitoramento de ruas, avenidas, praças e outros espaços de interesse coletivo.
Com a ampliação do programa para atender também escolas e secretarias, como a Seduc, que adquiriu e instalou 5.500 câmeras em unidades escolares estaduais, o número total de equipamentos disponibilizados passou para mais de 20 mil.
Além das parcerias com as prefeituras e as escolas, a Sesp firmou termos de cooperação com 29 associações, 54 empresas privadas, cinco secretarias e uma autarquia. Até o momento, 70 municípios já instalaram 100% das câmeras previstas, enquanto os demais seguem em fase de implantação. As imagens captadas são conectadas ao Ciosp, que funciona como o “cérebro” do programa.
Mais tecnologia
No ano passado, o programa foi reforçado com a tecnologia de reconhecimento facial em grandes eventos no Estado e em pontos estratégicos de Cuiabá. A ferramenta já resultou na prisão de 60 foragidos da Justiça, com mandados em aberto por diversos crimes.
A leitura de placas veiculares também apresentou resultados positivos, como a recuperação de 123 veículos apenas neste ano, e a devolução de R$ 6,4 milhões em bens à sociedade.
Outra etapa do Vigia Mais MT é o Vigia Mais Motorista, primeiro sistema de segurança do país voltado a motoristas profissionais, com conexão direta entre os condutores e as centrais de atendimento das forças de segurança.
O aplicativo do Vigia Mais Motorista, disponível para sistemas iOS e Android, já conta com 182 motoristas cadastrados. A plataforma permite chamadas de emergência por botão e chat, comando de voz e ainda oferece um botão físico. Após o acionamento, o motorista tem cinco segundos para cancelar o chamado, em caso de engano. Passado esse tempo, uma viatura é automaticamente enviada ao local.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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