A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) lançou novos painéis interativos com dados atualizados sobre o cenário do saneamento básico no Estado. A ferramenta apresenta informações de forma dinâmica, interativa e segmentadas por município.
Os dados abrangem dois grandes eixos temáticos: Água potável e esgotamento sanitário, com um panorama detalhado das concessões e da regulação em Mato Grosso; e Resíduos sólidos urbanos e aterros sanitários, com informações sobre os prestadores de serviço e a localização dos aterros no território estadual.
De acordo com o diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento, Jossy Soares, a iniciativa representa um avanço significativo na modernização da gestão da informação e reafirma o compromisso da Ager com a transparência, a inovação tecnológica e a eficiência na regulação dos serviços públicos.
“A Ager presta mais um serviço ao povo de Mato Grosso, automatizando informações relevantes para o desenvolvimento econômico e social do Estado, inclusive para a promoção de ações de saúde. A informação customizada e otimizada é um ativo fundamental para o planejamento de políticas públicas”, declarou o diretor.
O desenvolvimento dos painéis foi fruto do trabalho conjunto das equipes da Unidade de Saneamento Básico, composta pelos servidores Flávio Hoelscher da Silva, Liliane Silva de Barros e Rogério Pinto do Nascimento; e do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados, com Jonata Braz Marim dos Santos e Paulo Augusto Krein Leite.
Para o chefe da Unidade de Saneamento Básico, Rogério Pinto do Nascimento, os painéis reforçam o papel da Agência como protagonista no setor.
“A iniciativa reforça o compromisso da Ager com a transparência, a inovação tecnológica e a eficiência na gestão da informação pública, além de representar mais um passo rumo à consolidação da Agência como referência estadual na regulação do saneamento básico”, afirmou.
Acesse aqui o Painel de Água e Esgoto – Concessão e Regulação do Estado de MT.
Acesse aqui o Painel de Resíduos Sólidos Urbanos – Aterros do Estado de MT.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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