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Projeto Fundações de Portas Abertas terá 5ª visita na terça-feira (7)

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A quinta visita do projeto “Fundações de Portas Abertas”, idealizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) em parceria com entidades do terceiro setor, será realizada na próxima terça-feira (7), às 14h, na sede da Ecotrópica – Fundação de Apoio à Vida nos Trópicos. A iniciativa busca fortalecer o diálogo, a cooperação e o intercâmbio de boas práticas entre as fundações privadas de Cuiabá e Várzea Grande, promovendo a construção coletiva de soluções voltadas ao aprimoramento da gestão e da governança no terceiro setor.
Desde o lançamento oficial, em agosto, o projeto já passou por instituições como a Fundação Uniselva, Fundação André e Lucia Maggi (FALM), Fundação Abrigo Bom Jesus e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Instituto Federal de Mato Grosso (Funadif). Em cada visita, representantes de diversas entidades compartilham experiências sobre estrutura, funcionamento, serviços oferecidos, sistemas de gestão e desafios enfrentados na administração fundacional.
O promotor de Justiça Renê do Ó Souza, titular da 26ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – especializada em Fazenda Pública e Fundações, destaca que reunir as fundações tem como propósito promover o conhecimento mútuo e evidenciar a diversidade de modelos fundacionais existentes. Segundo ele, a troca de experiências permite identificar desde instituições voltadas ao desenvolvimento de atividades associadas a segmentos econômicos, como a Fundação Uniselva e a Ecotrópica, até modelos mais tradicionais, como o Abrigo Bom Jesus, que realiza ações assistencialistas e filantrópicas.
O projeto Fundações de Portas Abertas promove visitas técnicas que permitem aos profissionais do terceiro setor conhecer de perto a estrutura, o funcionamento e os serviços oferecidos por cada entidade. A proposta é estimular a identificação de pontos de convergência e fomentar parcerias futuras, além de criar um espaço de escuta ativa e construção coletiva de soluções para o fortalecimento do ecossistema fundacional em Mato Grosso.
A programação segue ao longo do segundo semestre de 2025 com visitas às seguintes instituições:13 de outubro, às 14h – Fundação Espírita Rachele Steingruber
20 de outubro, às 14h – Fundação Bradesco
22 de outubro, às 14h – Fundação Cantares de Salomão
6 de novembro, às 14h – Fundação Bom Jesus
18 de novembro, às 14h – Fundação Fé e Alegria
27 de novembro, às 15h – Fundação Funabom

A expectativa é que, futuramente, as instituições também abram suas portas para a sociedade em geral, ampliando a participação democrática e o reconhecimento do papel do terceiro setor no desenvolvimento social.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Recurso do MPMT garante condenação por estupro de vulnerável

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A 1ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve decisão favorável em recurso de apelação criminal julgado pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Por unanimidade, os desembargadores reformaram a sentença de primeiro grau e condenaram um homem pelo crime de estupro de vulnerável, com incidência da causa de aumento pelo fato de o autor do crime possuir uma relação de parentesco, cuidado, confiança ou autoridade sobre a vítima. A pena foi fixada em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado.Conforme apurado durante as investigações, o crime ocorreu em dezembro de 2023 e consistiu na prática de ato libidinoso contra uma criança de 4 anos. O condenado exercia a função de avô adotivo e cuidador da vítima.A denúncia veio à tona após a criança relatar espontaneamente os abusos à mãe. Em seguida, o caso foi comunicado ao Conselho Tutelar e às autoridades policiais. Durante acompanhamento psicológico, a vítima voltou a mencionar os fatos e os representou graficamente em atividade lúdica conduzida por profissional especializado.Em primeira instância, o réu foi absolvido por insuficiência de provas. A decisão considerou, principalmente, a ausência de confirmação dos fatos pela criança durante o depoimento especial judicial, a retratação da mãe, que afirmou ter inventado a acusação em razão de disputa pela guarda da filha, e a hipótese de falsa memória infantil.Ao analisar o recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o TJMT concluiu que a retratação da genitora ocorreu em contexto de pressão familiar e dependência econômica em relação ao núcleo familiar do acusado. Segundo o acórdão, a própria mãe admitiu ter coagido fisicamente a criança para que alterasse sua versão, circunstância interpretada pelo Tribunal como pressão física e psicológica exercida sobre a vítima.Os desembargadores também destacaram que o silêncio da criança durante o depoimento especial não afasta a ocorrência do crime. Para a Justiça, fatores como o tempo transcorrido entre os fatos e a oitiva, o ambiente formal do procedimento e as dinâmicas familiares de silenciamento devem ser considerados na análise do conjunto probatório.O acórdão ainda ressaltou que a inexistência de vestígios físicos não é suficiente para descaracterizar o delito, especialmente nos casos envolvendo atos libidinosos diversos da conjunção carnal, que nem sempre deixam marcas aparentes.Com fundamento no Enunciado Orientativo nº 10 do TJMT e em precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a decisão reafirmou que, nos crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima possui especial relevância probatória quando corroborada por outros elementos de prova, como laudos psicológicos e depoimentos técnicos.Na fixação da pena, foi considerada negativamente a culpabilidade do réu em razão da pouca idade da vítima. O Tribunal também reconheceu a atenuante da senilidade do condenado, mantendo, contudo, a pena intermediária no mínimo legal, conforme entendimento consolidado na Súmula 231 do STJ. Na fase final da dosimetria, foi aplicada a causa de aumento de pena prevista no artigo 226, inciso II, do Código Penal, em razão da condição de ascendente por afinidade e da autoridade exercida pelo réu no ambiente familiar.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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