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Cartório leva serviços eleitorais neste sábado (1º/11) ao Novo Paraíso II, em Cuiabá

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A Justiça Eleitoral em Mato Grosso estará neste sábado (1º/11), no bairro Novo Paraíso II, em Cuiabá, para levar atendimentos à população eleitora da região. O mutirão eleitoral será realizado das 8h às 12h, nas dependências da Creche “Fé e Alegria” – Centro de Educação Infantil (CEI) “Padre José Ten Cate” –, localizada na Rua Clóvis Pompeu de Barros, nº 32. O foco do atendimento é o cadastramento biométrico, mas outros serviços estão incluídos: alistamento eleitoral (primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio, emissão de segunda via e de guia para recolhimento de multa eleitoral.

A região, que abriga outros bairros, possui uma população estimada em cerca de 10 mil habitantes. O mutirão vai oferecer todos os serviços encontrados em um cartório eleitoral. Para ser atendido(a), o cartório da 51ª Zona Eleitoral levará toda a estrutura necessária para o atendimento dos eleitores com conforto e comodidade. Para esta ação, serão mobilizados três servidores da Justiça Eleitoral e três kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e case para transporte e ambientação dos equipamentos. Os kits são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Para receber atendimento, basta levar documento oficial com foto, que pode ser apresentado na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada.

O mutirão reforça a campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), que atua na ampliação do cadastramento biométrico para, no mínimo, 98% do eleitorado estadual em 2025.

Ação social

A realização do mutirão eleitoral no bairro é parte de uma ação social denominada “Cuidar é Transformar”, idealizada pelo deputado estadual Faissal Calil (Cidadania) e pela vereadora Paula Calil (PL), presidente da Câmara de Cuiabá. O objetivo é levar, gratuitamente, uma série de serviços públicos, bem como atendimentos à comunidade nas áreas de saúde e cidadania. Entre os atendimentos disponíveis estão: aferição de pressão arterial, testes de glicemia, consultas médicas com clínico geral, atualização e realização do CadÚnico, cadastro para vagas de emprego, mutirão de conciliação e outros serviços disponíveis.

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Jornalista Anderson Pinho

Crédito da Imagem: CEI Padre José Ten Cate | Creche Fé e Alegria

#PraTodosVerem – A imagem mostra a fachada de um prédio onde funciona um centro de educação infantil, predominantemente nas cores branca e vermelha. Na parte superior do prédio, há uma faixa com a inscrição “CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL Pe. José Ten Cate”. Abaixo, no muro, um mosaico celebra “25 ANOS” com a data “2006” e um desenho de um coração com silhuetas de pessoas. À direita do mosaico, há um desenho de um menino com um sorriso. Há venezianas ou janelas em vermelho e, na parte esquerda, é possível ver parte de uma palmeira.

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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