O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), na quinta-feira (30), afirmou que o comércio mato-grossense enfrenta uma “competição desleal” contra as empresas internacionais.
O parlamentar fez essa declaração durante a Frente Parlamentar do Comércio (FPC) que ocorreu na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em Tangará da Serra e teve a participação do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Dr. João (MDB).
Diego Guimarâes afirmou que a reunião com representantes da iniciativa privada e dos Três Poderes visa criar um cenário mais favorável ao empreendedorismo e reduzir a burocratização.
“Não é à toa que a FPC tem discutido, junto ao Governo do Estado, uma política tributária para favorecer o comércio local, principalmente diante do comércio injusto, agressivo e avassalador que existe quando comparamos uma empresa [mato-grossense] que tenta competir com o preço de grandes players do mercado de outros países. Há item chinês sendo em Tangará da Serra, então é uma competitividade desleal, especialmente quando pensamos no custo”, avaliou.
“O comércio é o maior gerador de renda e empregos em MT. A nossa vontade é criar um ambiente fértil para quem empreende e vive em um ambiente tão burocrático, tributário e trabalhista, além da competitividade que o mercado enfrenta com o avanço das vendas online”, acrescentou.
O deputado, por fim, citou os projetos legislativos que elaborou em prol do comércio e empreendedorismo.
“Apresentamos um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa que traz incentivo ao comércio local. Também criamos uma lei que traz política para aqueles com problemas para pagar dívidas tributárias em Mato Grosso, além de criarmos o Código de Defesa do Contribuinte, que tem a finalidade de defender o pagador de impostos e criar um ambiente de negócios mais justo”, completou.
A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.
O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.
“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.
Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.