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Nova Santa Helena recebe mutirão eleitoral para coleta biométrica

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O município de Nova Santa Helena, distante 600 km de Cuiabá, vai receber dois servidores da Justiça Eleitoral para promover atendimento itinerante à população. O mutirão terá início na próxima segunda-feira, dia 03 de novembro, e segue até dia 07 do mesmo mês, sempre das 9h às 16h. A ação ocorre no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) municipal, localizado na Praça João Alberto Zanetti, na Avenida Brasil, s/nº, Centro. Com 138 eleitores e eleitoras sem biometria no município, a iniciativa terá como foco o cadastramento da digital. 

 

Além da coleta biométrica, são oferecidos os serviços essenciais, como alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio eleitoral, emissão de segunda via, emissão de guias para quitação de multas e a regularização da situação eleitoral. É importante ressaltar que não é necessário residir nem votar em Nova Santa Helena para usufruir dos serviços. 

 

O objetivo da ação é promover mais acessibilidade e praticidade ao eleitorado. Segundo o chefe de Cartório da 23ª Zona Eleitoral, Carlos Gomes dos Santos, levar a Justiça Eleitoral até as localidades que não contam com postos de atendimento é uma forma de garantir o acesso à cidadania. “Nessa iniciativa, vamos aproveitar o fluxo de pessoas para oferecer os serviços eleitorais, com foco na coleta da biometria. Nossa meta é reduzir ao máximo o número de eleitores sem cadastro biométrico”, declarou. 

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Para usufruir do atendimento, é preciso apresentar o documento oficial com foto e o comprovante de residência, em versão física ou digital. Homens maiores de 18 anos devem levar o comprovante de quitação militar para realizar o alistamento eleitoral. 

 

Biometria 100% 

 

O foco na coleta biométrica integra a campanha Biometria 100%, plano estratégico da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-MT) para atingir o mínimo de 98% dos eleitores e eleitoras estaduais com a biometria regularizada em 2025. Nova Santa Helena conta com 3.286 pessoas aptas a votarem, em que 3.148 (95,8%) já prestaram o serviço e 138 (4,2%) não. 

 

Na 23ª Zona Eleitoral, que contempla, além de Nova Santa Helena, os municípios de Colíder (sede), Itaúba e Nova Canaã do Norte, o eleitorado é de 40.632 pessoas. Deste montante, 37.626 (92,6%) eleitores(as) realizaram o cadastro biométrico e 3.006 (7,4%) não cadastraram. 

 

Balanço parcial 

 

Em outubro, a 23ª Zona Eleitoral também promoveu mutirões eleitorais no distrito de Colorado do Norte, pertencente ao município de Nova Canaã do Norte, e em Itaúba. Os servidores do cartório realizaram cerca de 20 atendimentos durante um dia em Colorado do Norte, além de, aproximadamente, 100 atendimentos no município de Itaúba. 

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Estagiária: Laís Guilherme (supervisão de Nara Assis) 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um panorama do centro da cidade. É possível ver áreas verdes, além de construções e ruas com asfalto. No canto esquerdo, a Praça João Alberto Zanetti conta com duas tendas azuis e uma área livre para exercício físico. O céu está azul, com nuvens espalhadas.

Fonte: TRE – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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