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Prefeita Flávia Moretti abre gabinete e escuta presidentes de bairro

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Reunião faz parte de uma série de encontros que a prefeita vai manter para acompanhar de perto as necessidades da população, abreviando soluções aos bairros de Várzea Grande

Pela segunda vez nesta semana, a prefeita Flávia Moretti (PL), e sua equipe técnica, receberam presidentes de bairros de Várzea Grande para ouvir diretamente da população as principais demandas por serviços públicos. O encontro com líderes comunitários é inédito na história política da cidade e marca uma nova forma de conduzir a gestão municipal do segundo maior município de Mato Grosso.

A reunião ocorreu na noite de 12 de março, no gabinete da prefeita, e durou mais de duas horas, junto a 21 lideranças comunitárias de diferentes regiões do Município.

O encontro teve o objetivo de aproximar a gestão municipal das comunidades e permitir que as demandas cheguem diretamente à prefeita, sem intermediários. Durante a reunião, temas como limpeza urbana, infraestrutura, água, esgoto, pavimentação e transporte coletivo foram apresentados pelos representantes dos bairros.

Um dos pontos positivos destacados pelas lideranças foi a melhoria no serviço de coleta de lixo. Presidentes de bairro relataram que o serviço tem atendido a contento as comunidades. “A coleta de lixo melhorou muito e os moradores estão percebendo essa mudança. Quando o serviço funciona, a população reconhece”, destacou Robson Nunes Vieira, presidente do bairro Santa Teresinha.

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Durante a reunião, a prefeita apresentou às lideranças o projeto “Acelera Mais VG”, que pretende ampliar os investimentos em infraestrutura urbana nos bairros. “Estamos trabalhando para levar infraestrutura, serviços e qualidade de vida para todos os bairros. O programa ‘Acelera Mais VG’ foi pensado justamente para acelerar obras e atender demandas históricas da população”, afirmou a prefeita Flávia Moretti.

DEMANDAS DOS BAIRROS – Já Jandir Castilho, presidente do bairro Ouro Verde, elogiou a iniciativa da prefeitura em promover o encontro e reforçou a necessidade de manutenção urbana. “Foi uma conversa muito positiva. Conseguimos avançar na questão da limpeza das ruas e do esgoto, principalmente, em áreas onde o mato cresce mais. Tenho organizado mutirões de limpeza, mas precisamos de apoio do poder público. Também precisamos avançar no tapa-buracos e na pavimentação, que é um problema muito antigo do bairro”, afirmou.

“Tenho que elogiar a iniciativa da Prefeitura em abrir as portas para diálogo com a comunidade”, pontuou a presidente dos bairros Jardim Paula II – Segunda Etapa e Frutal de Minas, Leduina Maria José Idelfonso da Silva, que apresentou três problemas considerados prioritários pela comunidade. “Temos três situações antigas, mas que seguem urgentes: redes de esgoto, fornecimento de água e limpeza urbana”.

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No Parque Del Rei, a presidente Elizangela Teles Mendonça relatou problemas estruturais de décadas e que exigem atenção do Município.

Representando o Distrito de Praia Grande, Cesar Pereira, afirmou que algumas áreas estão funcionando muito bem. “Não temos problemas com obras no distrito e estamos satisfeitos com o atendimento do DAE em relação à água. Mas enfrentamos dificuldades com buracos nas ruas e com o transporte coletivo, porque os ônibus têm quebrado com frequência”.

Durante o encontro, Cesar também aproveitou para convidar oficialmente a prefeita para participar do aniversário do Distrito de Praia Grande, que será comemorado nos dias 11 e 12 de abril.

A reunião faz parte de uma série de encontros que a prefeita pretende manter com lideranças comunitárias para acompanhar de perto as necessidades da população e acelerar soluções nos bairros de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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