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Chico Guarnieri exalta força do agro no maior chapadão agricultável do mundo

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O deputado estadual Chico Guarnieri participou da abertura da Parecis SuperAgro 2026, em Campo Novo do Parecis, nesta terça-feira (14). A feira, realizada no Parque de Exposições Odenir Ortolan, segue até o dia 17 e é um dos principais eventos do agronegócio do estado.

A solenidade contou com a presença do governador Otaviano Pivetta, do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, do secretário municipal de Turismo, Maestro, além de lideranças políticas, produtores rurais, empresários e representantes de diversos setores ligados ao agro.

O deputado destacou a importância da feira para o fortalecimento do agronegócio, ressaltando o papel estratégico da região, considerada o maior chapadão agricultável do mundo.

“Campo Novo representa a força do agro em Mato Grosso. Aqui, o que vemos é trabalho, tecnologia e produção que ajudam a movimentar a economia do nosso estado e do país”, afirmou.

A Parecis SuperAgro reúne uma programação voltada ao futuro do setor, com palestras e debates sobre crédito rural, reforma tributária, gestão e as tendências do agronegócio para os próximos anos, reunindo especialistas e nomes de destaque nacional.

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Chico Guarnieri, que também é produtor rural, reforçou seu compromisso com o setor, destacando a importância de apoiar tanto a agricultura familiar quanto os grandes produtores.

“Conhecemos a realidade do campo e sabemos dos desafios enfrentados no dia a dia. Por isso, nosso mandato tem trabalhado para fortalecer toda essa cadeia, desde o pequeno produtor até os grandes empreendedores que geram emprego e renda”, pontuou.

O parlamentar também destacou o protagonismo de Mato Grosso no cenário nacional e internacional. “Somos uma potência no agro e temos que continuar avançando, abrindo mercados, garantindo infraestrutura e criando condições para que o produtor continue crescendo”, disse.

A Parecis SuperAgro segue até o dia 17, com uma programação diversificada voltada à inovação, conhecimento e fortalecimento do agronegócio. Nesta terça-feira (14), a programação conta com palestras de Deltan Dallagnol, Luiz Carlos Mollon, Leandro Narloch, representando a Aprosoja, e Cleiton Gauer, superintendente do Sistema Famato, além de atividades com o Senar.

Na quarta-feira (15), o destaque é a presença dos Primos Agro, das 10h às 12h, além das palestras com Vanice Marques e Stéfani Anção. Já na quinta-feira (16), a programação reúne nomes como Alex Rosa, Dione Castro, Antônio Cabrera, ex-ministro da Agricultura, José Cristóvão, analista tributário da Famato, e Henrique Eggers, analista de campo do IMEA.

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O encerramento, na sexta-feira (17), contará com palestra de Fábio Rogério Apolinário da Silva, consultor do Sebrae/MT, além da entrega do Troféu Armando Brólio e palestra final com Geraldo Rufino. Durante todos os dias, os portões permanecem abertos das 9h às 19h.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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