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MPMT reforça combate à violência contra mulher encontro de corregedores

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) participa da 151ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União. O encontro, realizado ontem e hoje (7 e 8 de maio), na sede do Ministério Público de São Paulo (MPSP), reúne corregedores de todo o país para debater o fortalecimento das corregedorias e o aprimoramento da atuação institucional.Durante a reunião, a diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, apresentou dados atualizados sobre a violência no país e defendeu o monitoramento constante e a efetividade das políticas públicas.A cantora e pesquisadora Verônica Ferriani também participou do debate, demonstrando como a música pode refletir e até reforçar padrões de desigualdade e violência contra as mulheres.O Ministério Público de Mato Grosso foi representado pelo corregedor-geral, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha, que destacou a relevância do encontro. “As corregedorias têm papel estratégico no fortalecimento do Ministério Público. Debates como este contribuem para aprimorar práticas e enfrentar, com mais efetividade, temas sensíveis, como a violência contra a mulher”, afirmou.A promotora de Justiça Regilaine Magali Bernardi Crepaldi, auxiliar da Corregedoria-Geral do MPMT, também participa da reunião.Outro destaque da programação foi a importância da atuação do Ministério Público no controle da atividade policial como forma de proteger a vida e garantir direitos. O tema foi apresentado pela procuradora de Justiça Ivana Lúcia Franco Cei, com base na Resolução nº 310 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).A norma orienta uma atuação mais prática e preventiva, que vai além da fiscalização formal. Entre as diretrizes estão o monitoramento contínuo, a identificação de riscos e a adoção de medidas para evitar abusos e reduzir a letalidade policial.A abertura foi conduzida pela corregedora-geral do MPSP, Liliana Mortari, e pelo corregedor nacional do Ministério Público, Fernando Comin. Na ocasião, foi anunciado um projeto piloto de correições conjuntas entre o CNMP e as corregedorias estaduais, com início previsto em Santa Catarina.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Vira o mundo

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Só uma cambalhota, apenas uma cambalhota! Isto é o que alguns viram quando o menino girou no solo, no chão do nosso projeto para enfrentar o crime organizado violento de um jeito diferente. As facções não se cansam de cooptar menores para os mais diversos crimes aqui na fronteira. Meu irmão sempre me falou das revelações que as crianças nos trazem. E quando aquele menino saiu de dentro daquela pirueta, havia uma coisa nele diferente que não tinha visto antes da acrobacia: um sorriso com o corpo inteiro. Perceba, amigo leitor, uma cambalhota é um movimento em que o corpo dá uma volta sobre si mesmo. E essa coisa de volta sobre si mesmo muda as coisas. Na cambalhota o mundo fica de cabeça para baixo. Céu vira chão, esquerda vira direita, o normal torna-se diferente. Não cria um novo mundo, muda a nossa posição em relação ao mesmo mundo. A realidade permanece, o olhar se transforma. Um pequeno movimento, uma mudança aparentemente simples, já é suficiente para aprender algo novo e encontrar a alegria. Às vezes, muitas vezes – ah! – quase todas as vezes, não são necessárias grandes conquistas. Uma cambalhota vira o mundo, muda a perspectiva e ensina. Querer uma resposta nova implica virar o mundo de cabeça para baixo, ainda que por um instante. Pareceu para mim que naquele instante da cambalhota brotou uma inversão de perspectiva, uma ruptura com o estado anterior, quiçá um pequeno ritual de passagem.A felicidade não é grandiosa, não é ter muito dinheiro, ter muito poder, provocar medo, ostentar grandes correntes douradas, portar um fuzil, ter carros ou grandes casas. Ela é acessível, cotidiana e corporal – de corpo inteiro. Nietzsche diz que o estágio mais elevado do espírito é a criança. A cambalhota é um gesto infantil. Mas aqui a infância não é falta de saber: é a sabedoria do recomeço. A cambalhota do menino no projeto me mostrou que não é preciso uma grande revolução para aprender. Às vezes, um giro breve já basta para revelar algo essencial.Só uma cambalhota, apenas uma cambalhota! Isto é o que alguns viram quando o menino girou no solo, no chão do nosso projeto para enfrentar o crime organizado violento de um jeito diferente. As facções não se cansam de cooptar menores para os mais diversos crimes aqui na fronteira. Meu irmão sempre me falou das revelações que as crianças nos trazem. E quando aquele menino saiu de dentro daquela pirueta, havia uma coisa nele diferente que não tinha visto antes da acrobacia: um sorriso com o corpo inteiro. Perceba, amigo leitor, uma cambalhota é um movimento em que o corpo dá uma volta sobre si mesmo. E essa coisa de volta sobre si mesmo muda as coisas. Na cambalhota o mundo fica de cabeça para baixo. Céu vira chão, esquerda vira direita, o normal torna-se diferente. Não cria um novo mundo, muda a nossa posição em relação ao mesmo mundo. A realidade permanece, o olhar se transforma. Um pequeno movimento, uma mudança aparentemente simples, já é suficiente para aprender algo novo e encontrar a alegria. Às vezes, muitas vezes – ah! – quase todas as vezes, não são necessárias grandes conquistas. Uma cambalhota vira o mundo, muda a perspectiva e ensina. Querer uma resposta nova implica virar o mundo de cabeça para baixo, ainda que por um instante. Pareceu para mim que naquele instante da cambalhota brotou uma inversão de perspectiva, uma ruptura com o estado anterior, quiçá um pequeno ritual de passagem.A felicidade não é grandiosa, não é ter muito dinheiro, ter muito poder, provocar medo, ostentar grandes correntes douradas, portar um fuzil, ter carros ou grandes casas. Ela é acessível, cotidiana e corporal – de corpo inteiro. Nietzsche diz que o estágio mais elevado do espírito é a criança. A cambalhota é um gesto infantil. Mas aqui a infância não é falta de saber: é a sabedoria do recomeço. A cambalhota do menino no projeto me mostrou que não é preciso uma grande revolução para aprender. Às vezes, um giro breve já basta para revelar algo essencial.

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Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça do MPMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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