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Assembleia debate saneamento e analisa projetos de mobilidade, acessibilidade e infraestrutura em MT

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A Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (12), uma reunião marcada pelo debate sobre os desafios do saneamento básico no estado e pela análise de projetos voltados à mobilidade urbana, acessibilidade, modernização da infraestrutura e integração territorial em Mato Grosso.

Um dos principais temas debatidos foi a situação do saneamento básico no estado, especialmente as dificuldades enfrentadas pelos municípios que ainda não possuem agências reguladoras para acessar recursos federais destinados a investimentos no setor. A discussão contou com a participação do diretor de Saneamento da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT), Jossy Soares.

Durante a reunião, o presidente da comissão, deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), destacou a importância da atuação da Ager-MT no apoio aos municípios que ainda não possuem estrutura regulatória para acessar recursos federais destinados ao saneamento básico.

Segundo Moretto, muitos municípios enfrentam dificuldades justamente pela ausência de uma agência reguladora, condição necessária para viabilizar investimentos na área.

“A Assembleia precisa olhar para os mato-grossenses como um todo. Vários municípios não têm condições técnicas para avançar sozinhos e a AGER está se colocando à disposição para ajudar essas cidades na regularização do saneamento básico”, afirmou.

O parlamentar também informou que a comissão deverá encaminhar orientações às prefeituras e câmaras municipais sobre a possibilidade de adesão à regulação estadual oferecida pela agência.

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Já o diretor de Saneamento da Ager-MT, Jossy Soares, explicou que Mato Grosso ainda possui grandes desigualdades na infraestrutura de água tratada e esgoto sanitário, principalmente nos municípios menores.

De acordo com ele, cerca de 90 municípios mato-grossenses ainda não possuem regulação no setor, o que impede o acesso a recursos federais para investimentos em saneamento.

“O município que não possui agência reguladora não consegue acessar recursos federais para saneamento. A Ager está à disposição de todos os municípios para oferecer essa regulação e auxiliar nesse processo”, ressaltou.

Jossy também destacou que a regionalização dos serviços é considerada essencial para atrair investimentos e garantir o cumprimento das metas nacionais do saneamento, que prevê, até 2033, 99% da população com acesso à água tratada e 90% ao tratamento de esgoto.

Durante a reunião, também foram divulgados os canais de atendimento da Ager-MT para reclamações, denúncias, sugestões e pedidos de informações. Os contatos disponíveis são o telefone 0800 647 6464 e o WhatsApp (65) 99675-8719.

Dois projetos foram retirados de pauta durante a reunião: o Projeto de Lei nº 1008/2025, de autoria do deputado Chico Guarnieri, e o Projeto de Lei nº 372/2026, encaminhado pelo Poder Executivo. Já o Projeto de Lei nº 258/2026, que propõe alterações na Lei nº 8.264/2004, referente à cobrança de pedágio nas rodovias estaduais, recebeu parecer pela rejeição no âmbito da comissão. Também participou do encontro, o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), integrante da comissão.

Projetos aprovados pela comissão

  • PL nº 452/2023 – Diretrizes para ampliação do acesso à internet com tecnologia mínima 4G
  • PL nº 193/2025 – Criação de zonas exclusivas para embarque e desembarque de motoristas de aplicativos
  • PL nº 715/2025 – Diretrizes estaduais de acessibilidade urbana em calçadas e passeios públicos
  • PL nº 827/2025 – Reserva prioritária de assentos próximos às janelas para mulheres no transporte coletivo
  • PL nº 1295/2025 – Denominação da ponte sobre o Rio Margarida, na MT-440
  • PL nº 2054/2025 – Política Estadual de Uso de Espaços Públicos para Atividades Culturais Comunitárias
  • PL nº 13/2026 – Direito à instalação de estação de recarga para veículos elétricos em condomínios
  • PL nº 24/2026 – Estruturação e ampliação do Banco Estadual de Perfis Genéticos
  • PL nº 81/2026 – Critérios de conforto térmico e adaptação climática em obras públicas
  • PL nº 97/2026 – Denominação da Rodovia MT-160
  • PL nº 134/2026 – Programa Mato-Grossense de Integração Territorial nas Regiões de Fronteira
  • PL nº 186/2026 – Denominação de trecho da MT-244
  • PL nº 270/2026 – Diretrizes para instalação de infraestrutura de recarga de veículos elétricos e híbridos
  • PL nº 410/2026 – Denominação de trecho da MT-270
  • PL nº 476/2026 – Denominação de ponte sobre o Rio Teles Pires
  • PLC nº 48/2025 – Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá
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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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